Deisy Nascimento
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Hoje irei falar no blog sobre o envelhecimento de pets, sejam eles cães ou gatos. Na oportunidade, a médica veterinária Dilane Costa irá responder alguns dúvidas sobre essa pauta importante do universo pet que nós, tutores, precisamos ficar por dentro.
Um pet idoso não precisa apenas de mais anos de vida; ele precisa de mais vida nos anos que ainda tem. Cada fio de pelo branco conta uma história de amor, companheirismo e dedicação à sua família. E isso é construído com prevenção, consultas veterinárias regulares, exames de rotina, uma alimentação adequada, controle da dor e muito carinho. Envelhecer é um privilégio, e quando um animal chega à terceira idade, ele merece viver essa fase com conforto, dignidade e qualidade de vida. Cuidar de um pet idoso é uma forma de retribuir todo o amor e a lealdade que ele nos ofereceu ao longo da vida.
Em um bate-papo com a médica veterinária Dilane Costa, ela respondeu alguns questionamentos dos mais comuns e dúvidas dos tutores. Confira:
Como identificar que meu pet está envelhecendo?
O envelhecimento varia conforme a espécie e o porte do animal. Em geral, percebemos que o pet começa a dormir mais, fica menos disposto para brincadeiras e passeios, pode apresentar pelos grisalhos, perda gradual da visão ou da audição e dificuldade para subir escadas ou levantar. Mudanças de comportamento também merecem atenção. É importante lembrar que nem toda alteração é ‘normal da idade’; muitas podem indicar doenças que precisam de tratamento.
Quais exames são indispensáveis?
O check-up é fundamental. Costumamos solicitar hemograma, exames bioquímicos para avaliar rins e fígado, glicemia, urinálise, aferição da pressão arterial e exames de imagem, como ultrassonografia e radiografias, quando indicados. Em muitos casos também recomendamos avaliação cardíaca, com eletrocardiograma e ecocardiograma, principalmente antes de procedimentos anestésicos ou quando há suspeita de doença cardíaca.
O que muda na alimentação?
Os pets idosos passam a ter necessidades nutricionais diferentes. A alimentação deve ser adaptada à idade e, principalmente, às condições de saúde de cada paciente. Existem dietas específicas para idosos e também para doenças como insuficiência renal, cardiopatias, diabetes e obesidade. Além disso, manter o peso ideal é essencial, porque tanto o excesso quanto a perda de peso podem comprometer a qualidade de vida.
Existe fisioterapia para pets idosos?
Sim, e ela pode trazer muitos benefícios. A fisioterapia veterinária ajuda a aliviar dores, melhorar a mobilidade, fortalecer a musculatura e aumentar a qualidade de vida de animais com artrose, doenças neurológicas ou em recuperação de cirurgias. Além dela, terapias como laser, acupuntura e hidroterapia também podem ser indicadas, sempre após avaliação veterinária.
Como saber se ele está sentindo dor?
Os animais costumam esconder a dor, por isso é importante observar mudanças sutis. Um pet que evita subir escadas, reluta para caminhar, manca, demora para se levantar, diminui o apetite, fica mais quieto ou irritado, vocaliza ao ser tocado ou deixa de fazer atividades que antes gostava pode estar sentindo dor. Sentir dor nunca é normal, independentemente da idade, e hoje existem diversos tratamentos que podem proporcionar muito mais conforto e bem-estar ao paciente.
Curiosidade:
O envelhecimento varia da seguinte forma:Cães de Porte Gigante/Grande (ex: Rottweiler, Golden Retriever, Pastor Alemão): idosos entre 5 a 6 anos.Cães de Porte Médio (ex: Buldogue, Border Collie): idosos entre 7 a 8 anos.Cães de Porte Pequeno (ex: Shih Tzu, Poodle, Pinscher): idosos entre 9 a 10 anos.Gatos: idosos a partir dos 10 a 12 anos (sendo chamados de "maduros" entre 8 e 10 anos).
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