Meu pet foi diagnosticado com problema no coração. O que fazer?

Publicado em 23/04/2025, às 06h34
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Deisy Nascimento

 

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A Monalisa, funcionária auau da TV Pajuçara, mais especificamente do quadro Meu Bichinho do programa Balanço Geral é uma das minhas cadelinhas de estimação foi diagnosticada recentemente pela médica veterinária e cardiologista pet, Raíssa Salgueiro, com uma doença mixomatosa de valva mitral em estágio C, onde foi observado um remodelamento cardíaco (aumento do coração) e o aparecimento de sintomas condizentes com a doença.

Mas como eu cheguei na médica veterinária Raíssa Salgueiro? Bem, há alguns meses a Mona começou a tossir e eu achei inicialmente que era normal, ou seja, um simples engasgo. Só que nas duas últimas semanas essa frequência aumentou MUITO e eu passei a ficar incomodada, pois nem eu dormia, nem ela dormia. Levei na consulta com uma médica veterinária que avaliou a parte clínica e indicou que eu procurasse uma médica veterinária especializada em cardiologia. A indicação foi a profissional que também é mestra e doutora com ênfase em cardiologia veterinária, Raíssa Salgueiro. Corri pra ela e exames específicos foram realizados.

Segundo ela, quando um pet é diagnosticado com cardiopatia, a atenção e os cuidados precisam ser redobrados. “Assim como nos humanos, os problemas cardíacos em animais exigem acompanhamento contínuo, mudanças na rotina e, principalmente, muito carinho e responsabilidade por parte dos tutores. A cardiopatia pode se manifestar de diferentes formas, como insuficiência cardíaca, doenças valvares, tumores cardíacos ou alterações no ritmo cardíaco. Esses problemas comprometem o bem-estar do animal e, se não tratados corretamente, podem levar a complicações graves. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para garantir qualidade de vida ao pet”, explicou.

Salgueiro acrescenta que após o diagnóstico, é fundamental seguir rigorosamente as orientações do médico veterinário. “O uso de medicamentos, a realização de exames periódicos e o controle de fatores como peso, alimentação e atividade física fazem parte da rotina de cuidados. Além disso, ambientes tranquilos e a redução de situações de estresse são importantes para manter a estabilidade do quadro clínico”.

No caso da Monalisa, por exemplo, ela começou a apresentar uma tosse improdutiva intensa, com presença de engasgos e dificuldade respiratória e foi encaminhada a Dra Raíssa, onde após avaliação ecocardiográfica ela prescreveu medicações manipuladas para esta afecção com a utilização do pimobendan (que é um inotrópico positivo e estimula a contratilidade cardíaca e faz com que o coração trabalhe de forma precisa e satisfatória), o benazepril, que é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA), visando reduzir a pressão arterial e prevenir complicações cardiovasculares e diuréticos, como é o caso da furosemida e espironolactona, que visam diminuir o acúmulo de líquidos livres e a controlar a pressão arterial.

Sobre os sintomas

Com relação a doença mixomatosa, os sintomas são: intolerância ao exercício físico, desmaios (síncopes), tosse seca, caquexia e diminuição do consumo alimentar.

“E sobre o aparecimento das cardiopatias, elas podem surgir em qualquer idade, mas são mais comuns no período neonatal ou pediátrico, que podem ser alterações congênitas (anomalias no coração que ocorrem durante a fase embrionária, quando o coração se forma), processos neoplásicos ou doenças degenerativas valvares, que frequentemente são encontradas em cães acima de cinco anos”, disse Raíssa Salgueiro.

Cuidar de um animal com cardiopatia é um ato de amor e compromisso. Com o tratamento certo, acompanhamento veterinário e muito afeto, é possível proporcionar uma vida longa, confortável e feliz ao seu companheiro de quatro patas.

Colaboração:

Dra. Eu Raíssa Karolliny Salgueiro Cruz
Médica Veterinária e Cardióloga
Mestre e Doutora com ênfase em Cardiologia Veterinária – Unesp
Docente do Curso de Medicina Veterinária - Cesmac

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