Militares relatam terem sido vítimas de abuso sexual e agressões em batalhão do Exército, em Maceió

Publicado em 10/04/2026, às 14h51
- Reprodução

TNH1 com Fique Alerta

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Dois militares do Exército denunciaram supostos episódios de abusos sexuais e agressão ocorridos dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada, que fica localizado no bairro do Farol, em Maceió. Os relatos vieram à tona em reportagem exibida nesta sexta-feira (10), no programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, e agora são alvo de apuração pelo Ministério Público Federal (MPF).

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De acordo com as denúncias, um dos casos envolve um soldado que afirma ter sido vítima de abuso sexual enquanto dormia dentro da unidade. Segundo ele, outros militares participaram da ação, que teria sido registrada em vídeo. Já em outra denúncia, um segundo militar relata ter sido despido, imobilizado e agredido por colegas dentro do batalhão.

Em entrevista exibida na reportagem da TV Pajuçara, uma das vítimas contou que o episódio ocorreu no fim do ano passado e que, após o ocorrido, enfrentou não só as consequências psicológicas, como também dificuldades dentro da própria instituição. 

Segundo ele, além do trauma, houve omissão por parte do Exército na condução do caso e tentativa de impedir que buscasse seus direitos. Depois disso, acabou afastado das atividades e passou a realizar tratamento psicológico e psiquiátrico.

Os casos foram formalmente levados ao Ministério Público Federal (MPF), que deverá apurar as denúncias. De acordo com o advogado das vítimas, a decisão de acionar o órgão ocorreu após insatisfação com o andamento de uma sindicância interna conduzida pelo Exército.

Além da esfera criminal, a defesa sustenta que houve falhas na apuração interna e que os responsáveis pelos atos continuam na instituição sem punição, e que o caso em questão se configura como crime grave, portanto requer medidas judiciais para reparação dos danos sofridos pelas vítimas.

A reportagem informou que procurou a assessoria de comunicação do Exército, mas, até o momento da exibição, não havia recebido resposta. O espaço segue aberto para manifestação da instituição. O caso agora aguarda os desdobramentos a partir da atuação do MPF.

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