Minissérie de faroeste na Netflix é perfeita para devorar de uma vez só

Publicado em 17/09/2026, às 13h20
- Paramount

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Lawrence Kasdan, considerado o melhor roteirista de “Star Wars”, definiu o faroeste como uma tela em branco na qual é possível contar qualquer história.

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Se você quiser fazer um faroeste, pode contar qualquer história do mundo. Pode ser sobre família, traição, vingança, a expansão pelo país…”, explicou em uma entrevista.

Talvez seja por isso que o faroeste tenha se consolidado como um dos gêneros mais emblemáticos dos Estados Unidos, vivendo sua Era de Ouro entre as décadas de 1940 e 1960.

Com o passar do tempo, essas produções foram perdendo espaço. Filmes como “Ataque dos Cães”, “Os Oito Odiados” e “O Regresso”, no entanto, demonstraram que o gênero continuava vivo no século XXI.

Sua principal fonte de renovação, porém, não viria das salas de cinema, mas da televisão.

A televisão abriu um novo caminho para o faroeste

As séries se transformaram em uma das melhores fórmulas para revitalizar o faroeste, como mostra o sucesso de “Yellowstone” e de todas as produções criadas em torno da trama.

Para quem deseja conhecer melhor esse fenômeno televisivo, “1883”, original do Paramount+ e disponível na Netflix, é a minissérie ideal para começar.

Uma perigosa travessia pelo Velho Oeste

Lançada em 2021, três anos depois da estreia de “Yellowstone”, “1883” é um prelúdio da produção e também leva a assinatura de Taylor Sheridan.

A história acompanha a viagem da família Dutton rumo ao Oeste dos Estados Unidos, atravessando as Grandes Planícies durante o ano de 1883.

Fugindo da pobreza, a família busca um futuro melhor na terra prometida de Montana, nos Estados Unidos. A minissérie nos oferece não apenas uma viagem pelas estradas do Velho Oeste, mas também acompanha a jornada pessoal de cada um dos protagonistas, com seus conflitos internos e suas decisões.

O próprio cenário funciona como mais um personagem da trama: implacável e hostil, ele impõe obstáculos que, em determinados momentos, tornam a sobrevivência quase impossível.

Um elenco liderado por Sam Elliott

No elenco, Sam Elliott ("Matador de Aluguel") interpreta Shea Brennan, o durão cowboy responsável por conduzir um grupo do Texas até Montana.

Tim McGraw ("Um Sonho Possível") e Faith Hill ("Mulheres Perfeitas") vivem James e Margaret Dutton, enquanto Isabel May ("Pânico 7") assume o papel de Elsa, a filha mais velha do casal.

LaMonica Garrett ("Designated Survivor") e James Landry Hébert ("Trail of Vengeance") completam o elenco, que ainda conta com uma participação especial de Billy Bob Thornton ("Papai Noel às Avessas").

O prelúdio de “Yellowstone” não economizou recursos criativos ou financeiros. A Paramount investiu US$ 11 milhões em cada episódio, valor que se reflete na qualidade da produção.

Com uma fotografia esplêndida e uma história marcada pela profundidade e pela dureza, “1883” tem em Sam Elliott seu maior destaque. O ator interpreta de maneira brilhante um homem destruído pelo mesmo mundo que tanto fascina os espectadores.

A simplicidade é um dos pontos fortes de ‘1883’

Segundo o The Hollywood Reporter, o principal destaque de “1883” não está no fato de ser um prelúdio de “Yellowstone”, mas em sua essência: “a série é, na verdade, um western de época descomplicado”.

É justamente nessa abordagem simples, próxima do faroeste em sua forma mais pura, que reside o encanto de seus dez episódios. Disponível na Netflix e no Paramount+, a minissérie é perfeita para aqueles fins de semana que pedem sofá e pipoca.

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