Ministério da Saúde altera calendário de vacinação; saiba o que muda

Publicado em 07/01/2016, às 17h49

Redação

O calendário de vacinação deste ano foi alterado pelo Ministério da Saúde (MS). A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) recomenda aos municípios que atentem ao reforço das vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e a exclusão da terceira dose da vacina contra o HPV.

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A mudança acontece em todo o País e começou já na última segunda-feira (4). A secretária de Estado da Saúde (Sesau), Rozangela Wyszomirska, explica que são comuns essas modificações. “Tudo depende da situação epidemiológica, das indicações e incorporação de novas vacinas. À medida que as pesquisas avançam, o calendário se adapta”.

Segundo o Ministério da Saúde, uma das principias mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 e 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

O Ministério ainda pontua que, para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço, preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos.

Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

Quanto à poliomielite, Wyszomirska ressalta que a dose administrada aos seis meses deixa de ser oral para ser injetável.

“Agora a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois,  quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada de poliomielite, de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos”, esclareceu. 

Ainda de acordo com o MS, também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra  meningite, causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

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