Ministro árabes condenam "intromissão" do Irã e discutem medidas

Publicado em 10/01/2016, às 18h26
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Redação

Ministros das Relações exteriores árabes, com exceção do Líbano, condenaram, em um comunicado divulgado no domingo, o que eles chamaram de "intromissão" do Irã nos assuntos árabes.

Os ministros acusaram o Irã de violar os acordos internacionais ao não proteger intencionalmente postos diplomáticos sauditas, em um comunicado divulgado após uma reunião de emergência fechada.

O Líbano, que tem uma grande população xiita e é o lar de poderoso grupo militante xiita Hezbollah, foi a única voz discordante. O ministro das Relações Exteriores libanês, Gibran Bassil, disse em um comunicado que o seu país tinha rejeitado a instrução, porque ele também condenava o Hezbollah por suposta interferência no Bahrein.

Os manifestantes em Teerã invadiram a embaixada saudita e um consulado saudita em outra localidade do país, depois de a Arábia Saudita executar o sheik Nimr al-Nimr, um clérigo e líder da oposição xiita proeminente, no início deste mês.

O ministro do Exterior dos Emirados, o sheik Abdullah bin Zayed Al Nahyan, que liderou a reunião de emergência, disse que o ataque à embaixada ocorreu "sob o nariz e ao alcance da audição das forças de segurança".

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, disse que as nações árabes podem confrontar a República Islâmica se esta não mudar suas maneiras, sem dar mais detalhes. 

O chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse que os ministros das Relações Exteriores da região discutirão os passos que podem tomar contra o Irã nas reuniões que ocorrerão ao longo dos próximos dois meses. Al-Jubier acrescentou que não havia nenhum prazo real para tais medidas.

"Nós não queremos conflitos. Nós não queremos guerra", disse Al Nahyan a jornalistas.

A reunião deste domingo foi solicitada pela Arábia Saudita para discutir os ataques.

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