Ministro interino do Trabalho é réu em ação de furto de energia

Publicado em 22/02/2018, às 16h34

Redação


LEIA TAMBÉM

Ocupando interinamente o Ministério do Trabalho desde o impasse envolvendo a deputada Cristiane Brasil, Helton Yomura é réu em uma ação da Justiça do Rio que apura uma ligação clandestina de energia elétrica. O caso, de 2014, foi revelado pela Globonews e ocorreu na empresa em que ele é sócio.

A empresa na qual ele é um dos sócios fica no Rio de Janeiro e aluga e vende empilhadeiras e peças para máquinas. A ligação clandestina foi descoberta em um galpão.

O “gato” foi encontrado em abril de 2014 pelos funcionários da Light, a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, e a polícia foi chamada.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, e aceita pela Justiça, os sócios Baldomero Simões Abreu e Helton Yomura, “de janeiro a abril de 2014, livre e conscientemente, subtraíram para si energia elétrica da propriedade da empresa light, concessionária de serviço público”.

O prejuízo estimado com esse desvio é de R$ 25 mil, mas o total de energia furtada, segundo a concessionária, não tem como ser calculado.

Helton e o sócio dele foram denunciados pelos crimes de furto de energia e furto qualificado. Se forem condenados pela justiça, eles podem pegar uma pena máxima de 12 anos de prisão.

Yomura é secretário-executivo no Ministério do Trabalho e atua como ministro interino desde a conturbada nomeação da deputada Cristiane Brasil. A posse dela foi suspensa depois de uma decisão da Justiça por ela ter sido condenada em ações trabalhistas. O governo decidiu adiar para o fim de março a escolha do novo Ministro do Trabalho

Em nota enviada à Globonews, Helton informou que o processo teve início depois que um caminhão derrubou o poste com o medidor de energia. A empresa concessionária restabeleceu a energia, mas não o medidor. Em razão disso, a empresa concessionária entendeu que existia uma dívida que, após compensada, resultou em um débito apurado total de R$ 818,86.

Ainda de acordo com a nota, o débito foi pago e o comprovante juntado ao processo e, em função disso, o secretário-executivo acredita na extinção e arquivamento do processo tão logo haja a análise pelo juízo competente.


Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado