Moacir Júnior é apresentado, cita estilo de jogo e mira acesso à Série C: "Uma vaga é do CSA"

Publicado em 12/03/2026, às 16h40
O técnico Moacir Júnior (à esquerda), o presidente executivo do CSA, Robson Rodas, e o executivo de futebol, Carlos Bonatelli (à direita) - Allan Max / CSA

Paulo Victor Malta

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O técnico Moacir Júnior foi apresentado oficialmente como novo treinador do CSA na tarde desta quinta-feira, 12, no CT Gustavo Paiva. Aos 59 anos, o profissional assume o Azulão em momento de crise e tem o desafio de repetir o histórico de acesso à Série C do Campeonato Brasileiro com o ABC. Foi esse o principal objetivo citado pelo técnico para disputa da Série D deste ano, que aumentou o número de clubes para 96 e ampliou para seis as vagas de acesso.

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"Para mim, existem cinco vagas para o acesso, porque uma é do CSA, essa é minha expectativa. Tive acesso neste campeonato com o ABC em 2021, conheço bem, foi em cima do Caxias. Uma dificuldade imensurável para muitos, e a gente conseguiu. Conheço os caminhos árduos da Série D. Os atletas que aqui estão ou que aqui estarão têm que saber o tamanho da responsabilidade que é envergar essa camisa e que é representar esse clube".

O treinador chegou em uma semana conturbada, que teve desde protesto da torcida no CT a até afastamento e demissão de funcionários e anúncio de pagamentos

"Chegamos ontem e, lá do aeroporto, já tivemos uma reunião bem substancial e objetiva. E hoje de manhã já tivemos treino no campo, como não pode ser diferente. Tem que chegar e trabalhar para mudar o cenário, para criar expectativas. Queria antes de mais nada agradecer ao presidente e à diretoria que apoiaram meu nome nessa escolha. Digo que um clube como o CSA é um prazer para qualquer profissional estar envergando as suas cores".

"Hoje, digo que estou tendo essa oportunidade de estar em um gigante, clube que dispensa comentários a nível de sua história. Gostaria muito de pedir que o slogan do escudo 'União e Força' seja colocado literalmente à prova. Existem momentos não tão bons em todos os grandes clubes, mas quando se juntam, quando existe união das pessoas importantes que fazem o clube, e principalmente da torcida. Já joguei contra o CSA, com o Trapichão lotado, sei da força quando pulsa da torcida. Cabe a nós criarmos um cenário para que a torcida volta a acreditar e abraçar o projeto", complementou.

O CSA demitiu Itamar Schülle após as eliminações na semifinal do Campeonato Alagoana e na segunda fase da Copa do Brasil. Após 10 dias, Moacir Júnior assume o clube marujo com o desafio de implementar as próprias ideias na preparação para a Série D.

"Acredito numa equipe que tem marcação muito forte, circula rápido a bola e chega rápido ao ataque de forma vertical. Gosto de uma equipe próxima, mas vertical. Se você ver o Osasco ou o América jogando, você vai ver isso. E aqui não pode ser diferente. Estou buscando essa característica dentro do grupo e acredito que o grupo tem, em algumas posições, atletas que podem, sim, exercer essas funções. E em outras, vamos buscar. Normal, dentro de uma renovação e necessidade de um grande clube, como é o CSA".

O Azulão está no Grupo A10 da Série D ao lado de ASA, CSE, Jacuipense, Atlético-BA e Juazeirense. A competição começa em 5 de abril e termina em 13 de setembro.

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