Monge budista flagrado fazendo sexo com seguidora é preso em escândalo de desvio de dinheiro

Publicado em 11/09/2026, às 23h48
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O monge budista Phra Wachirayan Wi, de 66 anos, flagrado fazendo sexo num templo com uma seguidora leiga, Punyavee Rungrueang, de 47, foi preso na quinta-feira (10/9) sob a acusação de ter desviado 92 milhões de bahts (cerca de R$ 14 milhões) em doações feitas ao templo Wat Phutthaisawan, em Ayutthaya (Tailândia).

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Na Tailândia, os monges budistas fazem votos de celibato e também renunciam a bens materiais.

A gravação do ato íntimo por câmera de segurança mostra o casal inicialmente se beijando na mesma cadeira e, em seguida, as imagens explícitas mostram os dois mantendo relações sexuais sobre a mesa de jantar, noticiou o "Sun".

O vídeo foi descoberto pela polícia durante uma investigação sobre o monge, suspeito de desvio e lavagem de dinheiro.

Punyavee também foi presa sob a acusação de cumplicidade e lavagem de dinheiro, visto que milhões de bahts circulavam anualmente por suas contas bancárias, de acordo com a BBC.

Em operações de busca nas propriedades dos suspeitos, a polícia confiscou cerca de 215 milhões de bahts (R$ 28,5 milhões) em ativos, que incluíam joias, 28 escrituras de terrenos e 16 quilos de barras de ouro.

Phra Wachirayan foi destituído da sua função religiosa, com desonra, imediatamente após a prisão.

Celibatários

O celibato entre os monges budistas serve para eliminar distrações e reduzir o apego ao desejo sensual, facilitando a dedicação total à prática espiritual e à busca pela iluminação. O desejo sexual é visto no budismo como um dos apegos mais fortes da mente humana e um grande obstáculo para transcender o sofrimento. Sem as responsabilidades de uma família ou relacionamentos românticos, o monge ganha tempo e clareza mental para meditar, estudar e ensinar o Dharma (os ensinamentos de Buda).

O celibato é a regra na maioria das escolas monásticas tradicionais (como no theravada e no budismo tibetano), mas nem todas as vertentes exigem isso. No Japão, por exemplo, muitas escolas permitiram o casamento de sacerdotes após reformas históricas no século XIX, e em algumas linhas do zen budismo a escolha de ter ou não uma vida sexual é pessoal.

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