Folhapress
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, suspeito pela morte da corretora Daiane Alves dos Santos, 43, em Caldas Novas, no sul de Goiás, afirmou que o filho dele não tem relação com o crime.
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Os dois foram presos de forma temporária, por 30 dias. Maykon Douglas de Oliveira, filho do síndico, é suspeito de ter obstruído as investigações da polícia.
"Quero falar que o meu filho não tem nada a ver com isso", disse Cléber a jornalistas nesta quarta (28) ao chegar na delegacia de investigação de homicídios.
Procurada, a defesa do síndico não respondeu. A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Maykon.
O síndico teria confessado o crime e indicado onde ele teria deixado o corpo da vítima, em um local a 15 quilômetros de Caldas Novas, segundo os investigadores.
A polícia apura se o filho também teve participação na tentativa de ocultação do cadáver.
"Ficamos monitorando e percebemos que o filho comprou um telefone novo no dia 17 e que foi habilitado pelo pai. Os demais elementos serão respondidos durante a investigação", afirmou o delegado André Luiz Barbosa.
A suspeita é que o veículo de Maykon foi utilizado para levar o corpo da vítima. Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro aparece em direção ao local do crime com a capota fechada e retorna, 48 minutos depois, com ela aberta.
Para a polícia, este é outro indício de que a vítima já estava morta quando foi levada para fora da cidade. Uma perícia chegou a ser feita no veículo, mas não foram encontrados vestígios, afirmaram os delegados.
A polícia diz que o síndico é a única pessoa a ter motivação e os meios para o assassinato da vítima.
Os investigadores dizem acreditar que a morte da corretora aconteceu em um período de oito minutos, dentro do prédio.
Esse é o intervalo em que a vítima desce ao subsolo até o momento em que uma outra pessoa usa o elevador para ir ao mesmo andar. Em depoimento, essa testemunha afirmou não ter visto nada de incomum.
O principal motivo para o crime teria sido as desavenças entre a vítima e o síndico, segundo a polícia. Elas começaram quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família e que antes eram geridos pelo suspeito.
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