Motorista de ônibus que capotou e matou romeiros diz que não lembra do momento do acidente

Publicado em 05/03/2026, às 12h22
- Corpo de Bombeiros de Alagoas

Ana Carla Vieira

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A Polícia Civil de Alagoas colheu o depoimento do motorista do ônibus que capotou e deixou 16 romeiros mortos no Sertão do estado. A oitiva aconteceu nesta semana e faz parte das investigações que buscam esclarecer as causas da tragédia registrada no dia 3 de fevereiro, na rodovia AL-220, em São José da Tapera.

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De acordo com a Polícia Civil, o condutor apresentou sua versão dos fatos, mas afirmou não se recordar do momento exato do acidente. Segundo ele, após o capotamento teria ficado desacordado e só voltou a ter consciência no dia seguinte, já no hospital.

Além do motorista, sobreviventes da tragédia também foram ouvidos nos últimos dias. A partir das novas informações coletadas, os investigadores identificaram divergências em alguns relatos e decidiram reinquirir testemunhas que já haviam prestado depoimento anteriormente, com o objetivo de esclarecer pontos considerados importantes para a elucidação do caso.

Paralelamente, a polícia aguarda a conclusão do laudo pericial, que ainda está em fase de elaboração. Outras diligências continuam sendo realizadas enquanto o inquérito segue em andamento. Após a conclusão das investigações, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário. 

Relembre o caso

O acidente aconteceu na manhã do dia 3 de fevereiro, em um trecho da AL-220 conhecido como “Curva do S”, no município de São José da Tapera. O ônibus transportava romeiros que retornavam de Juazeiro do Norte, no Ceará, onde haviam participado da Romaria de Nossa Senhora das Candeias.

O veículo capotou após o motorista perder o controle em uma curva da rodovia. O acidente deixou 16 mortos — entre homens, mulheres e crianças — além de dezenas de feridos, que foram socorridos para hospitais da região, para o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, e para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

As vítimas eram, em sua maioria, moradoras do município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano, de onde havia partido o grupo de fiéis para a peregrinação religiosa.

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