Pedro Acioli*
O Ministério Público de Alagoas instaurou um procedimento administrativo e notificou o ASA após a confusão generalizada na eliminação da Copa do Brasil na noite dessa quarta-feira (25), na derrota por 2 a 1 contra o Operário-MS, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.
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Após o fim da partia, atletas das duas equipes entraram em confronto, além de diversos torcedores da equipe alvinegra terem invadido o gramado. A arbitragem precisou ser protegida por militares. Diante da situação, o MP questiona as falhas na segurança e organização do evento pelo Alvinegro.
O órgão ainda informou que podem ser adotadas recomendações para o segundo jogo da final do Campeonato Alagoano, que acontecerá no dia 07 de março, em Arapiraca. Por prevenção, poderá ser solicitado que não tenha torcida presente no jogo.
“A persistência dessa cultura de violência impõe a adoção de medidas enérgicas e imediatas, podendo chegar até mesmo a perdas de mando de campo ou jogos com portões fechados”, disse o Promotor de Justiça, Thiago Chacon.
“Os registros feitos na noite de ontem, no Estádio Coaracy, foram ainda mais graves, pois apontam para episódios de violência que envolveram, inicialmente, os próprios jogadores, com posterior participação de dirigentes, comissão técnica e de parcela do público presente que, de forma, também, bastante preocupante, conseguiu invadir o campo sem maiores problemas”, complementou.
De acordo com a Lei nº 14.597/2023 ( do Esporte), o jogo com portões fechados serve como uma medida disciplinar, administrativa ou de segurança para conter a violência. Ela assegura medidas punitivas contra clubes cujas torcidas organizadas ou outros torcedores se envolvam em atos de violência, discriminação ou desordem.
PM e FAF também foram notificados
O MP também pediu esclarecimentos para a Polícia Militar sobre o número de policiais empregados no evento esportivo, além da adoção de medidas preventivas cautelares que devem ser garantidas para o próximo jogo em Arapiraca.
Já para a FAF foram requeridas cópias da súmula do jogo, dos boletins e das atas, e feita a recomendação para a adoção de medidas preventivas e cautelares, no âmbito desportivo-disciplinar, em desfavor da equipe mandante (ASA), por evidentes condutas ilícitas cometidas após o jogo dessa quarta-feira.
O MPAL também emitiu ofício para que seja disponibilizada, na íntegra, a cópia completa do vídeo da confusão que foi compartilhado.
Para a promotoria do Consumidor dois pontos são primordiais para as análises: primeiro a evidente falha de segurança com a facilidade da invasão do campo por torcedores, dirigentes e comissão técnica; segundo, a evidente falha de segurança que as imagens mostram, com baixíssimo número de policiais ou segurança particular para a garantia do espetáculo.
Após análises, serão decididas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, as medidas para a próxima partida do ASA, inclusive, para evitar enfrentamentos mais violentos, pela garantia da ordem pública, seguindo o preconizado na Lei Geral do Esporte, antiga Lei do Torcedor.
*Com Ascom MP
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