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MP pede afastamento de seis PMs denunciados por tortura e morte de homem no Sertão de Alagoas

Publicado em 09/01/2026, às 15h25
Rogério e Arielle eram casados - Foto: Arquivo Pessoal

Theo Chaves

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O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) ofereceu denúncia e pediu o afastamento imediato dos seis policiais militares acusados de torturar e matar Rogério Almir Santos, de 32 anos, em Santana do Ipanema, no Sertão Alagoano. O caso foi denunciado pela viúva de Rogério em julho de 2025.

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No pedido encaminhado à Justiça, o MP-AL afirma que as provas colhidas durante a investigação mostram que a vítima morreu por broncoaspiração de sangue, decorrente de trauma contuso, principalmente nas regiões cervical e torácica.

Ainda segundo a denúncia, o laudo entregue após análise no corpo de Rogério apontou hemorragia em tecidos moles, hematomas e escoriações, sem indícios do uso de arma branca.

Já o exame realizado no local do crime encontrou sangue humano no piso da cozinha e constatou sinais de arrombamento e desorganização no interior da residência. De acordo com o MP-AL, os laudos e o exame de corpo de delito reforçam a acusação de tortura.

PEDIDO DE AFASTAMENTO DOS MILITARES 

No pedido de afastamento das funções, o Ministério Público destacou a gravidade da conduta dos militares e sua incompatibilidade com a atividade policial.

“Tal medida revela-se imprescindível para resguardar a ordem pública, evitar o risco de reiteração delitiva e garantir a incolumidade de testemunhas e vítimas até o deslinde do processo”, afirmou o órgão.

Nos autos constam que os policiais denunciados tinham como objetivo obter informações relativas ao tráfico de drogas na região, sendo este o suposto motivo das agressões, consequentemente, a tortura descrita nos laudos. 

MORTE E TORTURA

A morte de Rogério ganhou repercussão após a viúva dele, identificada apenas como Arielle, usar as redes sociais para denunciar que o marido teria sido torturado e assassinado dentro de casa por homens que se identificaram como policiais militares. 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a viúva, aos prantos, lamentou a morte do companheiro, alegando que o homem recebeu choques e pancadas. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte foi por espancamento.

“Meu marido morreu de pancada, morreu sem ter sido pego com nada, não estava armado, não estava com drogas. Eu quero saber que justiça é essa”, declarou.

A reportagem do TNH1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar de Alagoas, e aguarda um posiconamento para incluir na matéria. 

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