MPF, DPU e MPAL querem a construção do novo Complexo de Saúde Mental pela Braskem

Publicado em 08/04/2024, às 09h20
Agência Alagoas -

Assessoria

O fechamento de casas psiquiátricas atingidas pelo afundamento do solo causado pela exploração de sal-gema, em Maceió, tem agravado o sofrimento mental de pacientes alagoanos, especialmente porque atingiu o único hospital psiquiátrico público do Estado. Assim, buscando a imediata construção de um novo Complexo de Saúde Mental, que suceda o Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ajuizaram uma ação civil pública contra a Braskem, o Estado de Alagoas e a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

LEIA TAMBÉM

As instituições querem que a Braskem adote todas as providências e ações necessárias para a construção de um novo Complexo de Saúde Mental que acomode a estrutura e serviços do HEPR, desde a concepção, os projetos, até a etapa de legalização da obra.

Já o Estado e a Uncisal devem adotar as providências e ações que são de suas atribuições, atentando-se, ainda, às orientações técnicas devidamente aprovadas na Comissão Intergestora Bipartite (CIB) e em pareceres da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Para as instituições, o “bem da vida perseguido na citada ação é o direito à saúde, especificamente no que toca à prestação de serviço público de saúde mental, que vem sofrendo limitações em razão do colapso do Hospital Escola Portugal Ramalho e o atraso na construção de um novo nosocômio”.

Na ação, as procuradoras da República Niedja Kaspary, Julia Cadete, Juliana Câmara, Roberta Bomfim, o defensor público federal Diego Alves e os promotores de Justiça Jorge Dória, José Antônio Malta e Max Martins destacam que, apesar de ter sido iniciado um processo de autocomposição entre a Braskem e a Uncisal para a realocação do hospital, não houve sua finalização. O Estado de Alagoas não tem adotado as providências que lhe cabem, inviabilizando a concretização da construção, sem apresentar justificativas técnicas claras para tanto.

Projetos para a realocação foram aprovados, porém está pendente a definição de solução alternativa possível à transferência de titularidade do imóvel. Além disso, o processo de desapropriação do novo local também enfrenta atrasos, sem respostas do Estado às solicitações de providências. A situação atual do Portugal Ramalho é crítica, com danos estruturais e riscos à segurança dos pacientes, estudantes e servidores.

Para as instituições, a realocação do hospital é necessária, sob o risco de danos irreparáveis à prestação de serviços de saúde mental à população alagoana. O atraso na construção do novo HEPR agrava ainda mais a situação deficitária da rede de atenção psicossocial no estado.

A ação é uma resposta à necessidade de uma intervenção urgente para evitar um eventual colapso do hospital que representa um perigo aos usuários e trabalhadores, assim como à prestação de serviços de saúde mental à população, exigindo uma solução rápida e eficaz por parte das autoridades competentes.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Integrantes de organizada do CSA proibidos de frequentar jogos: veja ficha criminal Tribunal italiano encerra audiência sobre extradição de Zambelli TJ de Alagoas alerta população sobre golpe do precatório STJ determina afastamento de ministro Marco Buzzi após acusação de importunação sexual