Mulher chega sangrando à delegacia após ser agredida por companheiro durante discussão

Publicado em 18/02/2026, às 14h14
- Reprodução

TNH1 com TV Pajuçara

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O sangue que manchava o chão da entrada do Complexo de Delegacias Especializadas (CODE), no bairro Mangabeiras, em Maceió, evidenciava as marcas do resultado de uma agressão relatada pela vítima à polícia. Uma mulher foi ao local para pedir socorro após ser empurrada pelo companheiro quando estava com uma taça de vidro na mão. 

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Segundo ela, houve uma discussão nessa Terça-feira de Carnaval, 17, e, no meio da briga, a mulher caiu segurando o objeto após ser agredida. O impacto fez com que a taça quebrasse e cortasse a mão, causando o sangramento. Mesmo após ser ouvida na delegacia, a vítima optou por não formalizar a denúncia. Ela recebeu os primeiros socorros.

No entanto, a delegada Ana Luiza Nogueira explicou, em entrevista à TV Pajuçara, que, independentemente do registro, hoje a legislação entende que quase todos os casos de violência doméstica são crimes de “ação penal pública incondicionada”, ou seja, não depende da vontade da vítima. Com isso, foi instaurado um inquérito para investigar a agressão.

“Às vezes, a gente sabe que existe a ‘carga de intimidação’ da mulher por parte do companheiro. Nós vamos apurar os fatos para proceder com a responsabilização penal do agressor, que pode pegar uma pena de até seis anos de prisão”, detalhou a delegada.

De acordo com Ana Luiza, metade dos registros de violência doméstica contabilizados no período do Carnaval foi referente ao crime de ameaça, “sempre com o objetivo de intimidar a mulher”. 

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