Mulher descobre câncer incurável após ter alteração nos seios durante a gravidez

Publicado em 26/03/2026, às 15h03
- Reprodução/The Sun - Kennedy News and Media

Revista Crescer

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Gemma Fisher, de 43 anos, decidiu usar sua própria história para alertar outras mulheres sobre a importância de investigar alterações nos seios, mesmo durante ou após a gravidez. Diagnosticada com câncer de mama, a britânica de Salford, Grande Manchester, descobriu a doença depois que transformações que pareciam típicas da maternidade se revelaram sinais de um tumor agressivo. A avaliação médica inicial indicou câncer de mama em estágio 1, mas a condição evoluiu para estágio 4, hoje considerado incurável.

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Desde então, Gemma, que é mãe solteira e fundadora de uma instituição de caridade, tem usado sua voz para mostrar como mudanças sutis podem esconder riscos sérios e explicar por que procurar ajuda profissional o quanto antes pode alterar completamente o prognóstico.

Sinais ignorados e diagnóstico tardio
 
Durante a gravidez, Gemma percebeu que seu seio direito estava diminuindo, enquanto o esquerdo permanecia maior. As alterações continuaram após o parto e chegaram a causar uma diferença de quase três tamanhos entre cada mama. Mesmo assim, ela acreditava que tudo era consequência natural do período: “Obviamente, durante a gravidez, o corpo muda em todos os aspectos”, disse ela em entrevista ao The Sun.

Com o tempo, porém, o seio direito continuou a diminuir. Apenas em janeiro de 2023, quando notou que o mamilo havia começado a virar para dentro, passou a desconfiar de que algo estava errado. “Pensei: ‘Preciso mesmo consultar um médico’”, contou. Mesmo adiando um pouco, buscou atendimento em fevereiro daquele ano.

Ao relatar os sintomas, ela percebeu pela expressão da médica que poderia se tratar de algo grave. Exames de mamografia, ultrassom e biópsia confirmaram o câncer de mama. Receber a notícia foi um choque: “Foi realmente surreal. Eu pensava: ‘Sou mãe solteira, não tenho a menor condição de lidar com a logística de estar doente’.”

Menos de quatro semanas após o diagnóstico, ela passou por mastectomia simples na mama direita. Depois vieram seis meses de quimioterapia e sessões de radioterapia.

A remoção dos ovários, em janeiro de 2024 – necessária porque o câncer era alimentado por estrogênio – trouxe a confirmação mais difícil: a doença havia se espalhado para eles. “Sou diagnosticada com câncer de mama em estágio quatro, mas sempre considerarei isso uma vitória, pois foi descoberto em laboratório depois que os ovários foram removidos.”

Vida com câncer avançado e novo alerta às mulheres
 
Em março de 2025, Gemma passou também por uma mastectomia na mama esquerda e decidiu não fazer a cirurgia de reconstrução. Segundo ela, reconhecer o novo corpo foi um processo complexo. “Desde então, vivo com o peito plano, o que foi uma grande adaptação.”

Hoje, ela convive com um câncer de mama incurável, focando em manter a doença estável enquanto cria a filha Rosie, de quatro anos. “Não tem mais cura, só tratamento. O objetivo então muda para manter tudo estável e, com sorte, chegar ao ponto em que não haja mais evidências da doença.”

Gemma afirma que viver com um câncer avançado já não significa o mesmo que anos atrás. “Não é mais uma sentença de morte, por assim dizer. Há muitas mulheres que vivem vidas longas com diferentes linhas de tratamento.”

O maior desafio, segundo ela, foi aceitar essa nova realidade sendo mãe solteira. Depois de enfrentar o medo e reorganizar aspectos práticos da vida, a britânica decidiu que focaria no presente: “A principal lição que o câncer nos ensina é que o nosso tempo é a coisa mais importante do mundo.”

Agora, Gemma transformou sua história em alerta. “Não ignorem, porque se eu tivesse ido ao médico desde o início, o câncer teria sido detectado muito antes”, aconselhou, ressaltando que buscar ajuda nunca é exagero. “Os médicos não se importarão, você não estará perdendo tempo, é melhor prevenir do que remediar. Prevenir é melhor que remediar”, concluiu.

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