Mulher estrangula marido até a morte enquanto mandava mensagens para amante

Publicado em 26/05/2022, às 16h54
Reprodução / Facebook -

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Uma mulher foi condenada à prisão perpétua em Manchester, na Inglaterra, após confessar ter matado o parceiro enquanto mandava fotos do estrangulamento para o amante. Charlotte Dootson, 25, estrangulou Mohammed Mukhtar, 53, em casa, segundo a agência de notícias britânica BBC. O assassinato foi em agosto de 2021 e a decisão saiu na terça-feira (24).

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Charlotte enviou fotos do parceiro amarrado com cabos elétricos antes de ser sufocado até a morte. A vítima também sofreu uma laceração no fígado, causado por um chute ou uma pancada no estômago. Os serviços de emergência encontraram Mukhtar morto em casa.

Na mensagem do homem com quem ela havia começado a conversar havia uma semana, o rapaz brinca e diz esperar que ela não faça isso com ele - ao que Charlotte afirma que não repetiria com o novo namorado.

Alaric Bassano, promotor do caso, alegou que ela estava se divertindo com a situação do ex-parceiro e que o tratamento dado a ele era "humilhante", tanto que ela foi presa três vezes e havia sido acusada uma vez antes do crime. Nada foi feito, pois o homem mentiu para protegê-la, segundo o tribunal.

Bassano ainda revelou que durante o relacionamento deles, que durou quatro anos, Charlotte atacou Mukhtar repetidamente, com armas e facas.

O juiz Patrick Field QC afirmou que o rapaz enfrentou desafios consideráveis na vida, "particularmente problemas de saúde mental" e que ele era um homem "vulnerável". "O relacionamento era abusivo e você era o agressor", disse ele, à ré.

Fozia, irmã de Mukhtar, relatou que a família estava "atormentada" pelo que o irmão havia sofrido e "nunca poderia perdoar" Charlotte, acrescentando que ela tinha um jeito "puro, mal e insensível". "Amin (Mukhtar) era um cara tímido, quieto e gentil. Ele não machucaria ninguém".

Tim Storrie, advogado da acusada, alegou que ela sofreu transtornos mentais e teve um trauma quando ainda era jovem. O juiz rebateu e explicou que esses fatores apresentados pela defesa tiveram "impacto limitado" na culpa dela pelo assassinato.

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