Mulher finge ter convulsão para não ser assaltada no metrô

Publicado em 23/09/2017, às 10h29

Redação

A americana Julie Dragland, de 32 anos, estava sentada num trem em Oakland, na Califórnia (EUA), no último sábado (16), quando alguém colocou um bilhete assustador no colo dela. O texto no pedaço de papel anunciava um assalto e fazia ameaças: “Tem duas armas apontadas para você agora”. Sem saber o que fazer, Julie olhou ao redor procurando por suspeitos. Com medo, ela arriscou: jogou-se no chão, debatendo-se como se estivesse tendo uma crise de convulsão.

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Outros passageiros foram socorrê-la, apavorados. Julie se manteve tremendo no piso do vagão, como contou à emissora americana de TV ABC News, até a porta do metrô se abrir na estação.

Julie, que trabalha como relações públicas, disse ter tremido de verdade quando a porta do vagão se abriu. Passageiros continuavam ao redor dela, tentando acudi-la. Achavam que ela estava tendo mesmo uma convulsão. “Me perguntavam se eu estava passando bem e chegaram a chamar funcionários do metrô para me ajudar”, relatou.

Ela mostrou o bilhete aos passageiros e, ainda assustada, contou que estava simulando algo para evitar o assalto. Os passageiros, transtornados, não questionaram o que ela fez. Julie disse que iria procurar os agentes de segurança do metrô. A polícia foi chamada e a interrogou.

“Antes de fingir a crise, suspeitei de uma mulher de óculos escuros com uma mala na mão. Ela chegou a olhar para mim depois que li o bilhete e pareceu tentar fazer o contato comigo. Achei que fosse a pessoa que jogara o bilhete no meu colo. Não consegui ver outros suspeitos armados no metrô. Na dúvida, simulei a convulsão”, contou ela aos policiais.

Ela informou à ABC o que contou aos policiais: teve a ideia de fingir a convulsão para escapar do assalto. Lembrou que viu cena semelhante no seriado Law & Order. “Sei que é perigoso reagir a um assalto e que não deveria ter feito isso, mas foi o que veio à minha cabeça na hora do nervosismo”, admitiu.

A polícia confirmou que uma pessoa colocou o tal bilhete ao ver imagens das câmeras de segurança. A suspeita, de acordo com os oficiais, é de uma mulher que carregava uma mala. Ela aparece em outro vagão no mesmo dia do bilhete, numa estação próxima. A descrição bate com o que Julie passou aos policiais. “Não há indicação se a suspeita estava ou não armada”, comunicou a polícia.

Julie disse que não prestou queixa formalmente: “Não fui roubada, afinal. E não tenho absoluta certeza de quem colocou o bilhete no meu colo Não sei nem se essa pessoa estava armada de verdade”, acrescentou. “Mas pensei também: alguém iria mesmo atirar em mim por causa de uma carteira e um celular?”

Policiais ponderaram que esse era um risco que ela correu e sugeriram que, se acontecer alguma vez, Julie não deveria reagir de modo algum. “Gosto de ver seriados policiais. Mas lógico que não posso arriscar minha vida tentando imitar o que vejo na TV”, disse. Ela considera a simulação da crise algo ridículo e irresponsável. “Muita gente acreditou que eu estivesse tendo mesmo uma convulsão. Juntou gente ao meu lado. Alguns se desesperaram e ficaram inquietos, sem saber o que fazer. Eu me debati no chão do vagão como se estivesse tendo mesmo uma crise.”

Julie reconhece que exagerou na dose e que a decisão extrema poderia ter custado a vida dela. “Se fosse uma assaltante disposta a tudo, poderia ter ferido a mim e a outras pessoas que acabei envolvendo no vagão”, afirmou. A polícia informou que vai continuar investigando o caso.

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