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Mulher que se submeteu a injeções de gordura de mortos nos seios se arrepende: 'Parece a Lua'

Publicado em 11/08/2026, às 23h46
- Imagem criada por IA

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Na faixa dos 40 anos, Nicole tinha o corpo franzino e desejava uma nova silhueta, que ela chamava "dos seus sonhos".

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A moradora da Califórnia (EUA) contou ao "NY Post" que já havia desembolsado US$ 20 mil em dois procedimentos malsucedidos de enxerto de gordura, transferindo a pouca gordura que tinha para seus seios quase inexistentes.

O resultado não agradou. Foi aí que a americana tomou conhecimento do AlloClae, um método não cirúrgico e popular de aumento dos seios e das nádegas que utiliza preenchimento com gordura de origem cadavérica obtido de forma "ética". O que deveria ser a realização de um sonho se tornou um pesadelo.

Nicole ficou com os seios cheios de nódulos duros como pedra — impossíveis de remover cirurgicamente — e cistos oleosos, fazendo com que seu busto parecesse "a superfície da Lua".

"Deito-me na cama todas as noites e toco nos caroços, nas pedrinhas", disse a americana, que não revelou o sobrenome.

Nicole não é a única a demonstrar arrependimento e ceticismo em relação a esse tratamento da moda. O AlloClae, apresentado como a primeira aplicação de tecido adiposo estrutural de doadores falecidos em procedimentos estéticos corporais, é o centro de uma disputa judicial entre o Departamento de Saúde do Estado de Nova York e sua fabricante, a empresa de tecnologia médica Tiger Aesthetics.

A experiência de Nicole com o produto injetável não tem qualquer relação com o processo judicial. No entanto, ela apoia qualquer investigação aprofundada sobre o produto.

"Quando vi pela primeira vez a postagem de um cirurgião plástico no Instagram sobre o AlloClae, parecia um milagre. Agora, arrependo-me amargamente de tê-lo feito", declarou ela.

O coro de arrependimento cresce na internet, à medida que as clientes lamentam suas experiências.

"Dinheiro mal gasto", alertou uma usuária anônima nas redes sociais, afirmando que o efeito do produto não dura.

"Para mim, não valeu o dinheiro nem a dor de cabeça. Foi um fracasso total", lamentou outra mulher, afirmando ter desenvolvido cistos recorrentes em ambos os seios após pagar cerca de US$ 14 mil pelo AlloClae.

Questionada sobre as reclamações, uma porta-voz da Tiger Aesthetics destacou que o produto não é "isento de riscos".

"Existem riscos associados a qualquer procedimento ou tratamento, incluindo a transferência de gordura autóloga, e o AlloClae não deve ser considerado isento de riscos simplesmente por ser alogênico. Qualquer novo nódulo ou cisto mamário deve ser avaliado pelo médico responsável", disse a representante.

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