Mulher revela motivo de matar e esquartejar marido em Sydney

Publicado em 26/08/2026, às 16h26
- Reprodução

Extra Online

Nirmeen Noufl, de 55 anos, declarou-se culpada de homicídio culposo (homicídio sem intenção de matar) nesta quarta-feira (26/8), em tribunal de Sydney (Austrália), e revelou que o seu casamento de 30 anos foi marcado por abusos e infidelidade.

LEIA TAMBÉM

A mulher confessou ter matado e esquartejado o marido, Mahmoud Noufl, antes de espalhar partes do corpo deles em sacos de lixo por áreas de Sydney. O crime ocorreu em maio de 2023.

Ela alegou que houve uma discussão violenta, na qual Mahmoud, de 62 anos, a perseguiu de um cômodo para outro antes de imobilizá-la no chão da cozinha e tentar estrangulá-la.

Temendo por sua vida, ela pegou uma ferramenta que estava por perto, deixada pela reforma da casa, e o esfaqueou no peito.

Dois meses depois, o desaparecimento de Mahmoud foi comunicado às autoridades e, em outubro de 2024, Nirmeen foi acusada de homicídio. Durante dois meses, Nirmeen manteve a farsa de que o marido ainda estava vivo, enviando mensagens do celular dele e dispensando parentes que tentavam visitá-lo, alegando que ele estava cansado e não queria ver ninguém.

Ela dizia que ele "não queria falar com ninguém porque estava envergonhado e constrangido com o caso extraconjugal".

A relação com a amante desempenhou, na verdade, papel crucial do desfecho das tensões entre os dois. O casamento de mais de 30 anos do casal era, segundo relatos, turbulento, com múltiplos episódios de suposta violência e infidelidade.

Dias antes de sua morte, Mahmoud havia revelado que mantinha um caso extraconjugal e planejava se casar com a amante.

Inicialmente, Nirmeen exigiu o divórcio, mas depois recorreu a medidas mais desesperadas, incapaz de ignorar "as vozes em minha cabeça".

Uma testemunha viu Nirmeen com um corte na testa, o lábio sangrando e a mandíbula inchada na noite do crime.

A mesma testemunha, cuja identidade não pode ser revelada, também disse ter visto uma "grande serra circular" sob uma lona plástica no chão da casa.

Mais tarde, ela esquartejou o corpo e espalhou os restos mortais de Mahmoud por diferentes bairros de Sydney. Os sacos foram recolhidos como lixo e os restos mortais nunca foram encontrados, o que dificulta determinar como ele foi morto.

'Ele simplesmente me tratava feito lixo, cuspia em mim'

Segundo documentos judiciais, Nirmeen disse a uma amiga que "não aguentava mais" ser tratada "como lixo".

"Tivemos uma briga e ele estava rindo de mim", disse ela a uma testemunha que não pode ser identificada. "Ele simplesmente me tratava feito lixo, cuspia em mim. Cheguei ao meu limite. Tenho tentado ignorar as vozes na minha cabeça. Peço desculpas e me arrependo, mas acredito sinceramente que isso não aconteceu, e não sei como fiz isso", continuou Nirmeen.

Documentos sugerem que Mahmoud — que tinha visões islâmicas conservadoras — exercia controle sobre a esposa. Ele se recusava a se divorciar dela, mesmo depois de dizer que planejava fugir para o Egito com outra mulher, a que a vítima tinha dado dinheiro para comprar uma casa. Passando-se pelo marido assassinado, Nirmeen pediu a devolução do dinheiro.

Ela deveria comparecer ao tribunal para um longo julgamento de 40 dias, mas, de última hora, declarou-se culpada de homicídio culposo.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Cão-ladrão leva bolsa com joias avaliadas em R$ 21 mil para hospital na Índia Enchente no Nepal deixa centenas de desaparecidos; 291 são turistas estrangeiros Pelo menos 14 bebês morrem em incêndio em hospital no Paquistão Ex-âncora de TV se declara culpada pelo assassinato da mãe de 80 anos a facadas