Mulheres de reeducandos protestam em frente a ALE

Publicado em 14/12/2017, às 18h18

Redação

Familiares de reeducandos protestaram, na tarde desta quinta-feira, 14, hoje na porta da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), no centro de Maceió. De acordo com elas, por causa da greve dos agentes penitenciários, os presos estão sem visita, sem alimentação e sem itens de higiene pessoal, como sabonetes e papel higiênico.

Ainda de acordo com as manifestantes, o atendimento médico aos reeducandos também se encontra prejudicado. "Meu filho está preso com dois cortes, um no pescoço e outro no nariz, ele precisa de pontos e remédios, e até agora não recebeu atendimento", relatou Luciana Paula.

Outra manifestante, que preferiu não se identificar denunciou maus tratos. "Eles estão acordando nossos maridos com tiros de bala de borracha, o meu já levou dois", disse ela.

A privação da visita acontece mesmo após uma determinação do desembargador Celyrio Adamastor, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), para que os agentes penitenciários retornassem ao serviço imediatamente, e de maneira integral. O não cumprimento resultaria em uma multa diária de R$50 mil.

O Sindapen se pronunciou em nota à imprensa:

"O Sindapen desconhece qualquer procedimento que viole a Lei de Execuções Penais por parte dos agentes penitenciários de Alagoas, e confia no exemplar trabalho da Corregedoria da Secretaria de Ressocialização para que eventuais denúncias sejam apuradas. Ademais, sempre nos solidarizamos com os familiares dos reeducandos na busca por condições mais dignas para todos dentro dos presídios. Nossa luta pelo concurso público é fundamental para que mais servidores possam atender às famílias dos reeducandos com a excelência desejada. Aguardamos que o governo cumpra o acordo assinado em ata, para que assim os trabalhadores do sistema prisional possam voltar às atividades normais contemplados pelo bom senso e pela retidão dos gestores do nosso estado."

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