Museu de Viena expõe cabeça de índio brasileiro e vira alvo de críticas

Publicado em 14/01/2018, às 22h51

Redação

Uma exposição do Weltmuseum, em Viena, tem causado polêmica por expor cabeça cortada usada como troféu de guerra pelos Munduruku, etnia indígena do Norte do Brasil.

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De acordo com o jornal britânico “The Art Newspaper”, especialistas criticam a instituição por não informar sobre a procedência do corpo e das demais peças da mostra, datados do século XIX.

A curadora do museu, Claudia Augustat, afirma que a exposição segue as determinações do Conselho Internacional de Museus (Icom) para a exposição de restos humanos, mas não detalha como o artefato foi obtido.

Em entrevista ao jornal O Globo, a museóloga e coordenadora de Patrimônio Cultural do Museu do Índio do Rio, Ione Couto, alerta que o exibição desse tipo de peça exige cuidados específicos.

"É fundamental contextualizar com precisão este tipo de item, evitando abordagens que retratem estas culturas pelo viés do exotismo. O próprio Quai Branly (o Museu das Artes e Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas, em Paris) mudou seu modelo de exibição. Também fizemos uma mudança no Museu do Índio a partir de 2001, deixamos de ter mostras genéricas para focar em determinados grupos de cada vez", afirma Ione.

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