Negociação fica mais forte agora, e assunto não está encerrado, diz Alckmin sobre tarifaço

Publicado em 31/07/2025, às 13h14
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin - Valter Campanato / Agência Brasil

Mariana Brasil / Folhapress

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (31) que o plano de amparo a setores da economia brasileira afetados pela tarifa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está quase pronto e que as negociações entram em sua etapa mais forte a partir de agora.

LEIA TAMBÉM

"Aqueles 35,9% [das exportações] que foram atingidos de fato pela tarifa, nós vamos lutar pra diminuir. Não damos isso como assunto encerrado. A negociação começa mais forte agora", disse Alckmin, em entrevista ao programa Mais Você.

Nesta última quarta (30), Trump assinou o decreto que formalizou a aplicação da tarifa de 50% aos produtos brasileiros que vão para os EUA, com exceção de quase 700 itens, entre eles suco e polpa de laranja, alguns minérios e equipamentos de tecnologia.

"Esse plano está praticamente pronto e foca no emprego, preservar o emprego e a produção. Agora, tivemos ontem o tarifaço, então o presidente Lula (PT) vai bater o martelo porque isso tem impacto de natureza financeira, tributária", diz.

De acordo com ele, o governo brasileiro vai priorizar o emprego e a produção.

A aplicação da tarifa começa a valer a partir da semana que vem. Os 50% substituem os 10% que já haviam sido anunciados por Trump a diversos países, dentre eles o Brasil.

Desde o começo dos anúncios, Alckmin vem sendo o representante do Brasil da negociação com os EUA.

De acordo com o governo, as tentativas de diálogo com os americanos já duram meses, o que incluiu o envio de duas cartas oficiais ao país, sem retornos.

O principal contato com os EUA, segundo o vice-presidente, tem sido com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, com quem reiterou a disposição do governo brasileiro de negociar para evitar a sobretaxa.

Ao mesmo tempo, Alckmin vem se reunindo com empresários e representantes de setores da indústria, do agronegócio, da tecnologia e outros segmentos para tratar dos impactos da medida americana na economia brasileira.

Na carta em que antecipou o anúncio de 50%, Trump usou como justificativa para a sobretaxa o tratamento da justiça brasileira ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL), acusando o Brasil de perseguição pelos processos enfrentados por ele no STF (Supremo Tribunal Federal).

Lula e a equipe do governo, no entanto, já afirmaram que as decisões do Judiciário e aspectos da política interna brasileira não estão abertos a negociação, e condenaram a contaminação política na relação econômica feita pelo americano.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

O que aconteceu com o ‘OnlyFans’ da Globo que despia os eliminados do BBB Pescadores pescam pirarucu de 135 kg de cerca de 2,5 metros em SP Latam demite piloto acusado de chefiar rede de abuso sexual infantil Governo envia alertas sobre imposto de renda pelo Gov.br e WhatsApp