No Oriente Médio, diplomacia tenta aparar arestas

Publicado em 06/10/2019, às 15h05
Marcos Corrêa/PR -

Folhapress

A terceira parada de Jair Bolsonaro em sua turnê pela Ásia será o Oriente Médio. Na região, ele começará o giro por Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, seguirá para Doha, no Qatar, e terminará em Riad, na Arábia Saudita.

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Bolsonaro será uma das estrelas da conferência de investidores conhecida como "Davos no Deserto", que acontece na capital saudita. Também é aguardado o primeiro ministro indiano, Narendra Modi.

No ano passado, o encontro sofreu forte boicote internacional devido ao assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, que foi esquartejado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, supostamente a mando do príncipe heredeiro, Mohammed bin Salman.

A avaliação do governo é que o assassinato do jornalista é um assunto que deve ser abordado nos órgãos internacionais de direitos humanos, e o presidente não viu razão para recusar um convite do país.

Durante a visita pelo Oriente Médio, a missão da diplomacia brasileira é aparar as arestas que ficaram do início do gestão, quando o Brasil chegou a anunciar que planejava transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém.

O assunto é considerado um tabu, já que palestinos e israelenses disputam a posse da cidade, considerada sagrada pelo islamismo e pelo judaísmo. A reação do mundo árabe foi tão forte que o presidente acabou recuando.

Outro objetivo é atrair investimentos dos bilionários fundos soberanos dos árabes. Esses fundos buscam diversificar seu portfólio, ainda bastante concentrado nos Estados Unidos e na União Europeia, enquanto o Brasil precisa muito de investidores em suas obras de infraestrutura.

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