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Subiu hoje para 589 o número de mortos na Venezuela em decorrência dos terremotos que atingiram o país. Quantidade de vítimas pode aumentar diante do tamanho da destruição.
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O que aconteceu
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que agora são 589 mortos, com 2.980 feridos. A atualização foi feita nesta manhã durante um balanço do governo, transmitido pela emissora estatal VTV. O dado anterior, divulgado ontem, era de 235 mortos.
Líder diz ainda que tentam resgatar as pessoas que estão presas. "Estamos trabalhando incansavelmente nessa tarefa. Não dormimos um minuto. Tem famílias esperando encontrar com vida seus familiares", acrescentou.
Delcy relatou que socorristas encontraram dezenas de sobreviventes. "Também resgatados dezenas de pessoas com vida, o que nos traz alegria, pois elas poderão dar um abraço em suas famílias e entes queridos."
Mais de 200 pessoas estariam sob os escombros. Em coletiva de imprensa ontem, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, detalhou mais cedo que 157 pessoas permaneciam desaparecidas.
Ela também disse que o governo decidiu militarizar o Estado de La Guaira após os terremotos. A cidade costeira nos arredores de Caracas foi a mais afetada, com pelo menos 100 edifícios destruídos, incluindo prédios residenciais de vários andares.
A ONU informou que equipes internacionais de pelo menos 17 países estão viajando ao longo do dia de hoje para a Venezuela, em missão humanitária. A comitiva brasileira está embarcando nesta manhã, levando bombeiros militares de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e da Anatel.
A China disse hoje que está pronta para oferecer ao país assistência de reconstrução. "Xi Jinping, em nome do povo e governo chinês, lamentou as mortes e expressou sinceras condolências às famílias enlutadas e aos feridos", informou a agência de notícias Xinua.
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