Flávio Gomes de Barros
Analisando com clareza e isenção, ao se desfiliar do PL, que presidia em Alagoas, o prefeito João Henrique Caldas deu uma grande contribuição eleitoral ao grupo que controla o Palácio República dos Palmares
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Ao mesmo tempo, desestruturou a oposição aqui no Estado, que até sexta-feira passada tinha nele, como candidato a governador, e nos deputados federais Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (União Brasil), pré-candidatos ao Senado, o esteio de uma campanha em pé de igualdade com o grupo da situação.
Resumo da ópera:
- sem Arthur e Alfredo, ele, JHC, entra enfraquecido na pretensão de chegar ao governo do Estado;
- os beneficiados com a sua postura são, acima de tudo, o senador Renan Calheiros, que vai tentar seu quinto mandato consecutivo; seu eventual concorrente a governador, Renan Filho; o presidente Lula (PT);
- e não seja surpresa o próprio prefeito, em cima do prazo legal, anunciar que é na verdade candidato a senador em dobradinha com Renan, confirmando o que disse seu pai, João Caldas, a um jornalista há poucos dias, em Brasília
A esta altura, a empolgação dos seus eleitores dá lugar a dois sentimentos: frustração e incerteza quanto a um resultado positivo na disputa pelo governo.
Fica cada vez mais evidente que, apesar dos desmentidos, JHC está cumprindo o tal Acordo de Brasília - facilitar a candidatura de Renan Filho a governador como forma de viabilizar a nomeação da sua tia Marluce Caldas para ministra do Superior Tribunal de Justiça.
É um preço muito alto para quem, como ele, está fazendo uma gestão em Maceió com elevados índices de aprovação e, ainda muito jovem, tem um futuro político bastante promissor.
Os efeitos dessa sua posição vão ser respondidos com a abertura das urnas...
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