Do jornalista Josias de Souza:
"A Polícia Federal tentou com afinco dar um pontapé em André Mendonça. Sentindo-se invadida em sua autonomia no caso do INSS, a PF pediu providências à Advocacia-Geral da União contra um aperto de parafusos promovido pelo relator no inquérito sobre o caso do INSS. De repente, o algoritmo do Supremo acertou o traseiro dos investigadores.
Há uma semana, a PF pediu a Mendonça para abrir novo inquérito contra Lulinha — um desdobramento da investigação sobre o assalto contra os aposentados. De plantão na chefia do Supremo durante o recesso do Judiciário, Alexandre de Moraes enviou a solicitação ao setor de distribuição do tribunal, para a escolha de um novo relator.
Por uma trapaça do do algoritmo, Mendonça foi sorteado pelo sistema eletrônico do Supremo para relatar também o novo inquérito. Em privado, ele se queixa de falta de transparência da PF.
Incomodou-se por não ter sido informado de um troca-troca na equipe de investigadores. Agora, a PF foi como que intimada pelo acaso a se ajustar à vigilância de Mendonça, uma toga indicada por Bolsonaro."