Flávio Gomes de Barros
João Henrique Caldas (PSDB), de Alagoas, é um dos quatro governadores que já garantiram mandato no primeiro turno, mas que, a 11 dias do segundo turno, não se declararam a favor da reeleição do presidente Lula (PT) nem ao apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
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No caso de JHC, ele segue a posição do seu partido, em nível nacional, de liberar seus filiados a optar por qualquer dos candidato ou simplesmente se abster.
Além disso, o futuro ocupante do Palácio República dos Palmares, a partir de 2027, tem um dever de gratidão para com Lula, pela nomeação de sua tia Marluce Caldas para o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça.
Ao mesmo tempo, boa parte das lideranças políticas que contribuíram para sua vitória é composta de defensores da candidatura de Flávio Bolsonaro, do mesmo partido que JHC presidiu em Alagoas de outubro de 2022 a abril de 2026.
Como homem público, prestes a cumprir mais um mandato político o normal seria JHC se posicionar a favor de um ou outro candidato.
Mas as circunstâncias fazem com que o seu silêncio mereça ser respeitado.
Afinal, todo político é, antes de tudo, um ser humano, com todas as suas particularidades, positivas e negativas, depedendo de quem as interprete.
Resta um questionamento: farias diferente?
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