O petisco 'humilde' da Coreia que virou febre global e atingiu preço recorde em 2026

Publicado em 05/02/2026, às 22h49
- Foto: Reprodução/BBC News

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Preta, crocante, geralmente em folha e de formato quadrado, a alga marinha seca, conhecida também como "gim", é um alimento básico e modesto presente nas mesas do dia a dia em toda a Coreia do Sul. Mas, à medida que a sua popularidade global cresce, a alta dos preços começa a preocupar os apreciadores do produto no país.

Lee Hyang-ran vende "gim" há 47 anos.

"No passado, as pessoas de países ocidentais achavam que os coreanos comiam algo estranho que parecia um pedaço de papel preto", disse a vendedora, que está na casa dos 60 anos, falando de uma pequena barraca de mercado no centro de Seoul.

"E nunca achei que venderia 'gim' para eles. Mas agora todos vêm aqui e compram".
 

A Coreia do Sul é conhecida como a maior produtora e exportadora mundial de "gim", abastecendo mercados da Ásia, da América do Norte e da Europa. Alguns chegam a se referir ao produto como o "semicondutor preto" do país, uma referência à grande participação sul-coreana na indústria global de semicondutores (fundamentais para abastecer tudo, de máquinas de lavar a iPhones, de jatos militares a veículos elétricos).

As exportações cresceram de forma constante nos últimos anos e, em 2025, as exportações sul-coreanas de algas marinhas secas da Coreia do Sul atingiram o recorde de US$ 1,13 bilhão (cerca de R$ 5,65 bilhões), segundo o Korea Maritime Institute (KMI).

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