O plano de Renan Calheiros para investigar o Banco Master

Publicado em 22/01/2026, às 08h20

Flávio Gomes de Barros

“Logo na primeira semana de fevereiro, vamos fazer uma visita aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo; do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues”.

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Foi dessa forma que Renan Calheiros (MDB/AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, anunciou que pretende, a partir desses contatos, abrir a “caixa preta” do Banco Master já em fevereiro, quando terminar o recesso parlamentar. 

A ideia é que, por ser uma comissão permanente, a CAE ocupe o espaço de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as falcatruas do Master e a influência dos seus dirigentes junto a figuras de proa dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.

Há quem defenda, no governo, que ação do colegiado presidido por Renan Calheiros seja o passo inicial para alterar a regulamentação do sistema bancário, tanto que o ainda ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é favorável à transferência da regulação de fundos de investimento – que hoje é feita pela Comissão de Valores Mobiliários – para o Banco Central.

O próprio Renan, por exemplo, entende que esse novo modelo regulatório precisa ser “consequência da investigação” da CAE

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