Terra
Você já sentiu aquele inchaço abdominal ou gases logo após consumir um copo de leite ou um pedaço de queijo?
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Se a resposta for sim, você pode fazer parte do enorme grupo de brasileiros que convive com a intolerância a lactose.
Mas você sabe, na prática, o que acontece dentro do seu organismo quando esse açúcar do leite é ingerido?
A intolerância não é uma doença contagiosa, mas sim uma condição metabólica.
Ela ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir, ou produz em quantidades insuficientes, uma enzima chamada lactase.
Sem ela, o corpo não consegue processar corretamente os laticínios.
O caminho da lactose no organismo
Em um corpo que funciona normalmente, a lactase quebra o açúcar do leite (lactose) em dois açúcares menores: glicose e galactose.
Esses açúcares são facilmente absorvidos pela corrente sanguínea para gerar energia.
No corpo de quem tem intolerância, a lactose passa intacta pelo intestino delgado. Ela chega ao cólon (intestino grosso) ainda inteira.
É nesse momento que o problema começa. No cólon, a lactose interage com as bactérias da flora intestinal. Esse processo é chamado de fermentação bacteriana.
O que causa os sintomas desagradáveis?
A fermentação da lactose pelas bactérias produz gases, como hidrogênio e metano. Além disso, a presença de açúcar não digerido no intestino grosso atrai água por osmose.
Esse combo é o responsável pelos sintomas clássicos:
Geralmente, esses sinais surgem entre 30 minutos e duas horas após a ingestão do alimento.
A intensidade depende da quantidade consumida e do nível de deficiência da enzima no indivíduo.
Tipos de intolerância a lactose
Nem toda intolerância é igual. É fundamental entender em qual categoria você se encaixa para buscar o tratamento adequado:
Diagnóstico e estilo de vida
Se você suspeita de intolerância, não ignore os sinais. O diagnóstico pode ser feito através de exames de sangue, testes de hidrogênio na respiração ou biópsia intestinal.
O portal Saúde em Dia reforça: nunca retire grupos alimentares da sua dieta sem orientação médica ou de um nutricionista.
Hoje, viver com essa condição é muito mais simples. Existem diversas opções de leites e derivados "zero lactose" no mercado.
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