O que é bimboficação, fetiche adotado pelo marido de ex-secretária de segurança dos EUA

Publicado em 02/04/2026, às 14h01
- Reprodução | Redes sociais

O Tempo

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No início da semana, o empresário Bryon Noem, marido da ex-secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, virou alvo de uma polêmica após mensagens e imagens íntimas, incluindo selfies em que aparece utilizando próteses falsas com seios exagerados, serem divulgadas pelo Daily Mail. 

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Embora toda a situação tenha gerado, para além da controvérsia, muitas piadas e memes nas redes sociais, o conteúdo revelado pelo jornal britânico se insere dentro de uma prática fetichista conhecida como bimboficação. Como explica a sexóloga Allys Terayama, esse tipo de fetiche envolve a transformação de uma pessoa em uma versão hiperfeminina inspirada no estereótipo da “bimbo”, figura  por aparência extremamente sexualizada, com maquiagem carregada, roupas chamativas e traços corporais exageradamente femininos.

Além de mudanças na aparência, a prática pode incluir também transformações na forma de se comportar e na maneira de falar. “É como se a pessoa assumisse um personagem mais sexualizado, mais performático”, elucida a sexóloga Renata Dietze. Ela aponta, ainda, que do ponto de vista clínico, a bimboficação é entendida como uma fantasia de papel, um tipo de encenação dentro da sexualidade. “E, como em outros fetiches, o mais importante não é a prática em si, mas o significado que ela tem pra quem vive aquilo”, diz. 

Secret life of Kristi Noem's crossdressing husband Bryon revealed. pic.twitter.com/c0MFI0UJ0j

— Daily Mail (@DailyMail) April 1, 2026

 

Bimboficação pode ser interpretada de forma incorreta


Allys ainda explica que a presença de símbolos e comportamentos associados à feminilidade, como as maquiagens e roupas, pode contribuir para que as pessoas, muitas vezes, interpretem a bimboficação como uma questão de identidade de gênero ou orientação sexual. Na prática, porém, essa não é a realidade, já que o fetiche funciona como uma encenação temporária. “Ela está inserida no campo das fantasias e das expressões eróticas, sem necessariamente refletir a forma como a pessoa se identifica ou se relaciona fora desse contexto”, ressalta. 

Renata reforça o coro, apontando que não há relação direta entre adotar a bimboficação como fetiche e a orientação sexual. “Essa confusão acontece porque ainda existe muita dificuldade em separar o que é identidade, o que é orientação e o que é prática sexual”, afirma. 

“As fantasias e fetiches dizem respeito aos estímulos que despertam excitação, enquanto a orientação sexual se refere à direção do desejo afetivo e sexual de um indivíduo. Estes aspectos são  distintos da sexualidade humana. Assim, uma pessoa pode ter interesse em fantasias de feminização ou transformação sem que isso determine ou altere sua orientação sexual”, conclui Allys. 

 

 

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