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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu alta hospitalar neste domingo, 02, após passar por um procedimento para tratar um quadro persistente de cefaleia. Ela havia sido internada no sábado, 1º, no Hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetida a um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos, técnica utilizada para aliviar dores de cabeça que não respondem adequadamente aos medicamentos convencionais.
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De acordo com nota divulgada por sua assessoria de imprensa nas redes sociais, Michelle apresentava dores resistentes ao tratamento com medicamentos por via oral. Após avaliação médica e realização de exames, a equipe optou pelo procedimento terapêutico.
Em um vídeo publicado nos Stories do Instagram, a ex-primeira-dama contou que precisou realizar o bloqueio anestésico duas vezes e informou que apresentou boa resposta ao tratamento, o que possibilitou sua alta hospitalar.
O que é o bloqueio anestésico dos nervos cranianos?
O bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos é um procedimento utilizado para reduzir dores provocadas por diferentes tipos de cefaleia. A técnica consiste na aplicação de anestésicos locais, que podem ou não ser associados a corticoides, em nervos responsáveis pela transmissão da dor ao sistema nervoso central.
Segundo informações do Instituto de Neurologia Diagnóstica, o objetivo é interromper temporariamente a condução dos estímulos dolorosos, proporcionando alívio para pacientes que apresentam dores persistentes ou de difícil controle apenas com medicamentos.
O procedimento também pode ser combinado com outras abordagens terapêuticas, como bloqueios musculares, fisioterapia, hidroterapia, RPG e pilates, dependendo da avaliação médica e das características de cada paciente.
Quando o procedimento é indicado?
A indicação do bloqueio anestésico não depende apenas do tipo de dor, mas também da condição clínica e do perfil do paciente. De acordo com especialistas, a decisão leva em consideração fatores como intensidade dos sintomas, resposta aos tratamentos anteriores e a experiência do profissional responsável pela aplicação.
Entre os bloqueios mais utilizados está o do nervo occipital maior e do nervo occipital menor, estruturas que se originam na segunda raiz cervical (C2) e participam da sensibilidade da região posterior da cabeça e do pescoço. Alterações nesses nervos podem estar relacionadas ao surgimento de diferentes tipos de dores de cabeça.
Quais doenças podem ser tratadas?
O bloqueio do nervo occipital é considerado um procedimento minimamente invasivo e costuma ser realizado em consultório ou ambulatório por neurologistas habilitados.
Segundo o Instituto de Neurologia Diagnóstica, a técnica é, em geral, bem tolerada pelos pacientes e apresenta baixo risco de efeitos colaterais.
Entre as condições que podem se beneficiar desse tipo de tratamento estão:
Embora o procedimento não represente uma cura definitiva para essas doenças, ele pode reduzir significativamente a intensidade da dor, melhorar a qualidade de vida do paciente e complementar outras formas de tratamento indicadas pelo médico.
Michelle apresentou melhora após o procedimento
Após a realização do bloqueio anestésico, Michelle Bolsonaro apresentou evolução considerada satisfatória pela equipe médica e recebeu alta hospitalar no domingo.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama agradeceu pelas mensagens de apoio e afirmou que seguirá as orientações médicas durante a recuperação. O episódio também chamou a atenção para um tratamento ainda pouco conhecido do público, mas que vem sendo utilizado como alternativa para pacientes que convivem com dores de cabeça intensas e de difícil controle.
Michelle Bolsonaro atualiza estado de saúde após internação e comenta candidatura ao senado no DF pic.twitter.com/hmGo9wd7id
— Diário da Mulher (@diario_damulher) August 3, 2026
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