O que fazer durante uma crise convulsiva: guia rápido de primeiros socorros

Publicado em 16/01/2026, às 13h00
- Ocorrências neurológicas podem surgir de forma inesperada, inclusive em quem nunca teve sintomas (Imagem: Kanr2425 | Shutterstock)

Redação EdiCase

O ator Henri Castelli deixou o BBB 26 após ter tido uma crise convulsiva. Conforme a produção do programa, ele estava em observação após sofrer duas convulsões e, por orientação dos médicos, precisou deixar o reality show.

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Esse caso reacendeu a atenção para um problema de saúde que pode atingir pessoas sem qualquer histórico neurológico. Especialistas alertam que a convulsão não é uma doença em si, mas um sintoma que pode ter múltiplas causas e que sempre exige avaliação médica adequada.

“Privação de sono, desidratação, jejum prolongado e estresse emocional podem disparar uma crise, especialmente em quem tem alguma predisposição”, explica Felipe Schimit, coordenador do Centro de Neurologia do Hospital Samaritano Barra e Vitória, da Rede Américas. Segundo ele, esses gatilhos podem alterar a atividade cerebral e a neurotransmissão, gerando descargas elétricas anômalas que provocam a convulsão.

Risco de recorrência de crise convulsiva

O risco de uma segunda crise, em casos não provocados, é de cerca de 50% em até dois anos, mas episódios aparentemente desencadeados por fatores externos tendem a ter menor probabilidade de recorrência. Independentemente do contexto, a avaliação e o acompanhamento médico são fundamentais para descartar causas graves.

Cuidados em uma crise convulsiva

Carla Guariglia, neurologista do Hospital Samaritano Higienópolis, também da Rede Américas, reforça: “É muito importante que, no momento da crise convulsiva, quando o paciente cai no chão, a gente proteja a queda, principalmente a cabeça, para evitar impactos graves”.

Além disso, conforme a médica, logo após a crise, é comum que o paciente apresente vômitos. “Nesse caso, é essencial deixar a cabeça levemente virada para o lado, evitando que ele se engasgue ou aspire o próprio vômito, considerando que estará em estado de consciência reduzida”, orienta.

E, ao contrário do que se fala popularmente, não se deve amarrar a língua, segurá-la ou colocar objetos na boca, como facas ou talheres, para impedir a convulsão. Esses procedimentos são extremamente perigosos e podem causar ferimentos graves.

A avaliação médica é fundamental para identificar a origem do episódio convulsivo e orientar o acompanhamento adequado (Imagem: Syda Productions | Shutterstock)

Como agir durante uma crise convulsiva

Abaixo, os especialistas orientam sobre como agir durante uma crise convulsiva: 

Por Monique Dutra

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