O que leva Renan Filho a pretender ser novamente governador?

Publicado em 21/02/2026, às 09h00

Flávio Gomes de Barros

Interlocutores mais próximos do senador e ministro Renan Calheiros Filho (MDB) têm revelado em conversas privadas que a decisão dele em concorrer pela terceira vez ao governo de Alagoas não seria a sua prioridade.

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E explicam que o ideal mesmo, para ele, seria a indicação para vice na candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), possiblidade que no momento parece descartada.

“As circunstâncias é que estão colocando o Renanzinho na campanha ao governo”, argumenta um desses seus aliados.

A “circunstância” principal é a necessidade de ajudar seu pai, senador Renan Calheiros (MDB), a conseguir a quinta eleição consecutiva, apesar de existirem duas vagas a serem ocupadas no Senado este ano.

A outra é o fato inquestionável de que além de Renan Filho o grupo governista não tem – até porque não preparou em tempo hábil – um candidato competitivo a governador no nível dele.

Mas por que Renanzinho não teria interesse em ser de novo governador de Alagoas, o cargo hierarquicamente mais relevante da estrutura política do Estado?

A razão: economista com formação em Harvard e conhecedor das entranhas do governo (afinal, foram dois mandatos no Palácio República dos Palmares), sabe ele das condições das finanças estaduais.

Esse entendimento foi reforçado com a divulgação nesta semana, pelo “Estadão”, de que Alagoas é um dos cinco Estados que estão sem dinheiro em caixa para quitar despesas já contratadas e sem condições de assumir novos encargos financeiros – os demais são Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre, além do Distrito Federal.

E o que Renan Filho menos deseja é voltar ao governo e o Estado reviver a situação de insolvência de 30 anos passados.

 

 

 

 

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