O que os pais precisam saber antes de escolher um tratamento de miopia para seus filhos

Publicado em 07/04/2026, às 11h30
- Uma em cada três crianças em idade escolar já apresenta algum grau de miopia (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Redação EdiCase

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o avanço da miopia como uma “epidemia silenciosa”, chamando atenção para a rapidez com que o problema cresce e para seu impacto como desafio de saúde pública global. A organização estima que a prevalência do distúrbio deve aumentar nas próximas décadas, podendo atingir cerca de metade da população mundial até 2050 — reforçando a necessidade de medidas preventivas na infância.

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No Brasil, a preocupação é crescente. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), uma em cada três crianças em idade escolar já apresenta algum grau de miopia. Diante desse cenário, identificar o tratamento mais adequado para cada fase da condição, garantindo intervenções precoces e eficazes, é fundamental.

“Antes de qualquer decisão, é importante compreender que a miopia não tem cura. Os tratamentos disponíveis buscam controlar sua progressão, sobretudo na infância, período em que o crescimento ocular é mais rápido e o risco de aumento do grau é maior. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é indispensável para monitorar a evolução do quadro e ajustar a estratégia de controle”, explica Celso Cunha, oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa referência global em soluções ópticas de alta tecnologia.

Importância da avaliação oftalmológica

O processo de acompanhamento começa com uma avaliação oftalmológica completa, incluindo refração com dilatação e medição do comprimento axial do olho. Esses exames permitem identificar o grau atual, entender a velocidade de progressão e orientar o tratamento mais apropriado. “Intervir cedo é essencial, já que graus elevados estão associados a complicações futuras, como descolamento de retina e glaucoma”, reforça o especialista.

Fatores genéticos e ambientais também influenciam a evolução da miopia (Imagem: Wallenrock | Shutterstock)

Fatores que influenciam a evolução da miopia

Além dos aspectos clínicos, fatores genéticos e ambientais também influenciam a evolução da miopia. Crianças filhas de pais míopes têm maior predisposição, enquanto hábitos como uso excessivo de telas e pouca exposição à luz natural contribuem de forma significativa para o avanço do problema. “Pausas frequentes durante o uso de dispositivos digitais e atividades ao ar livre fazem diferença na saúde ocular infantil”, destaca Celso Cunha.

Tecnologia e inovação no tratamento

Ao avaliar o tratamento ideal, Celso Cunha ressalta que a decisão deve ser sempre individualizada, levando em conta exames detalhados, estilo de vida e necessidades específicas de cada criança. “Com informação, acompanhamento profissional e ajustes na rotina, os pais podem atuar de maneira ativa e eficaz no controle da miopia”, afirma.

Mais do que corrigir o erro refrativo, é necessário considerar que a miopia é progressiva e tende a avançar justamente na infância, quando o globo ocular está em desenvolvimento e mais suscetível ao aumento acelerado do grau. Diante desse cenário, é importante reforçar que a escolha pelo melhor método de controle da miopia deve sempre considerar uma análise das particularidades de cada paciente.

Ações que tornam o tratamento da miopia completo

Embora as inovações tecnológicas representem avanços significativos, elas fazem parte de um conjunto maior de ações que incluem acompanhamento clínico contínuo, promoção de hábitos visuais saudáveis e educação das famílias sobre a importância da prevenção. “Dessa forma, o tratamento da miopia infantil se torna mais completo, responsável e alinhado às recomendações de saúde pública, contribuindo para uma visão de longo prazo mais segura e sustentável para crianças e adolescentes”, finaliza o consultor da HOYA Vision Care.

Por Fabio Saulo Costa

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