O Riacho Salgadinho está ou não despoluído?

Publicado em 01/05/2026, às 08h00

Flávio Gomes de Barros

O projeto “Renasce Salgadinho”, considerado a principal obra dos cinco anos e três meses da gestão do ex-prefeito João Henrique Caldas (PL), continua sendo questionado por especialistas, principalmente quanto aos seus efeitos em relação ao meio ambiente.

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O primeiro a contestar sua eficácia quanto à apregoada despoluição foi Dílson Ferreira, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas.

“O verdadeiro renascimento do Riacho Salgadinho não virá de intervenções localizadas, mas de um projeto de longo prazo, integrado, que trate a bacia como um sistema vivo, complexo e essencial para o futuro urbano e ambiental de Maceió”, explica ele em artigo difundido nas redes sociais.

A partir daí, outros pronunciamentos de especialistas têm reafirmado a ineficácia do “Renasce Salgadinho” do ponto de vista ambiental.

Quando foi prefeita de Maceió, às vésperas de uma eleição Kátia Born apregoou ter despoluído o Salgadinho e até ousou se banhar nas águas da foz do riacho, episódio que adquiriu grande polêmica porque a poluição continuou evidente até pelo mau cheiro exalado dos dejetos do curso d’água.

Tanto naquela época quanto agora, faltou a avaliação de um órgão técnico, oficial ou privado, para atestar se o Salgadinho realmente está despoluído.

 

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