OAB e Conselho de Arquitetura querem reavaliar vistorias em imóveis do Pinheiro e região

Publicado em 13/04/2022, às 09h50
Imóveis de cinco bairros foram comprometidos pelo afundamento do solo causado pela extração de Sal-gema | Foto: Arquivo / Secom Maceió -

Ascom OAB

A Comissão Especial de Acompanhamento do Caso Pinheiro da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU) pretendem realizar vistorias técnicas nos imóveis que ainda não foram inseridos no Programa de Compensação Financeira da Braskem. Os órgãos estudam a assinatura de um Termo de Parceria que também contemplaria a reavaliação mercadológica de imóveis desvalorizados pelo afundamento do solo em cinco bairros de Maceió, a fim de contrapor as informações trazidas pela Defesa Civil.

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Comissão da OAB e o CAU trataram da perda valorativa dos moradores prejudicados. Foto: Ascom OAB/AL

Em reunião na tarde desta segunda-feira (11), na sede da OAB, a comissão e o CAU trataram da perda valorativa dos moradores prejudicados. “Estamos avaliando a possibilidade de firmar um Termo de Parceria entre a OAB e o CAU para viabilizar a análise técnica de todos os imóveis que ainda não entraram no programa de compensação financeira, sob a alegação da Defesa Civil de que as rachaduras não seriam provenientes da mineração realizada pela Braskem, ou que estão desvalorizados por estar vizinhos de escombros e ruínas. O CAU faria essa análise técnica”, afirma o presidente da Comissão Especial de Acompanhamento do Caso Pinheiro, Carlos Roberto Lima.

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU), Norlan Dowell, explica que o órgão quer montar uma equipe para atender à população afetada: “Vamos tentar formar um time de cooperação, com a disponibilização de profissionais para elaboração de perícias referentes às patologias que essas casas e comércios vêm apresentando”.

De acordo com a proposta, o Conselho de Arquitetura também reavaliaria os imóveis de moradores que já estão passando pelo processo de avaliação e compensação financeira, mas que têm demonstrado descontentamento com os valores propostos pela empresa. “Vamos fornecer profissionais que façam avaliações técnicas e mercadológicas para contrapor os valores que a Braskem está, de alguma forma, oferecendo nas negociações desses imóveis”, finalizou Dowell.

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