Flávio Gomes de Barros
Num três de março como hoje, há oito anos, um grande estrondo em Maceió trouxe à tona, literalmente, um maiores crimes ambientais de que se tem notícia em área urbana do Brasil.
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Tornava-se realidade o risco previsto por ambientalistas, cerca de 50 anos atrás, quando a Salgema Indústrias químicas iniciou a exploração de sal-gema naquela que já foi cantada em verso e prosa como Cidade Sorriso.
Constatou-se no fatídico 3 de março de 2018 que tinham razão os integrantes do Movimento Pela Vida e outros ambientalistas que endossaram as manifestações de alerta, naquela época, sobre o que estava para acontecer e que, infelizmente, terminou por acontecer.
Mais lamentável é constatar que a Braskem (antiga Salgema) admitiu sua responsabilidade na tragédia e que, por inércia das autoridades e por morosidade da justiça, sua culpa nunca foi suficientemente reparada e nem os culpados devidamente punidos.
Restam de saldo danos ambientais irreversiveis, além dos danos materiais, sociais e psicológicos ausados a milhares de familias que habitavam os cinco pacatos bairros afetados pelo afundamento do solo.
É mais um episódio a confirmar que no Brasil o crime compensa.
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