OMS: reconhecimento de vacinas para viajantes deve ser uniformizado

Publicado em 01/07/2021, às 15h31
FolhaPress -

Agência Brasil

Todas as vacinas da lista de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou de outros reguladores de medicamentos devem ser consideradas para que um viajante possa ser reconhecido como totalmente imunizado, defendeu hoje (1º) a instituição.

LEIA TAMBÉM

Para a OMS, esse reconhecimento deve ocorrer mesmo em países onde algumas dessas vacinas ainda não foram aprovadas.

Em declaração conjunta com outras agências com as quais desenvolve o programa Covax, de distribuição da vacinas, a OMS pede a todos os governos regionais, nacionais e locais que reconheçam como totalmente vacinados aqueles que receberam vacinas consideradas seguras pela organização.

A lista de emergência aprovada pela OMS inclui as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Sinopharm, mas, por exemplo, as duas últimas, desenvolvidas na China e amplamente distribuídas em regiões em desenvolvimento, como África ou América Latina, não estão aprovadas pelos reguladores europeus ou norte-americanos.

O apelo é feito no momento em que muitos países se abrem para a chegada de viajantes internacionais, devido à redução gradual de casos nos últimos dois meses, embora o surgimento da variante delta em algumas áreas tenha feito com que as infecções semanais voltassem a subir globalmente.

"Qualquer medida que apenas permita que pessoas protegidas por algumas vacinas aprovadas pela OMS se beneficiem da reabertura das viagens criará um sistema duplo, aumentando as divisões globais em torno dos imunizantes e exacerbando as desigualdades", alerta a entidade.

Além disso, "terá impacto negativo no crescimento das economias que mais sofrem", acrescenta, referindo-se aos países em desenvolvimento. A declaração também é assinada pela Fundação para Vacinas Gavi e o Fundo das Nações Unidas para a Infância. (Unicef), parceiros na Covax.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,940 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 181,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço da agência francesa AFP.

A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

ONU adia votação sobre uso da força para manter trânsito em Ormuz Trump reforça ultimato de 48 horas antes que 'inferno se abata' sobre o Irã Encontrada viva sob nova identidade após 32 anos, americana desaparecida aos 13 diz que deixou 'vida antiga' para trás Vídeos: raio azul raríssimo é registrado durante tempestade na Argentina