Onde a Sil, do Tempero da Sil, gosta de comer?

Publicado em 26/01/2026, às 12h12
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Nide Lins

Na Ponta Grossa, em Maceió, um boteco simples se tornou referência de comida com identidade e memória afetiva. O Tempero da Sil (@tempero_da_sil) é hoje um dos mais conhecidos do bairro e carrega no prato uma história marcada por luta, sobrevivência e afeto. À frente da cozinha está Siguiama da Silva — a Sil — que transformou a própria trajetória em tempero. O prato que lidera as preferências da casa é o feijão com charque, receita que conquistou clientes fiéis e também ganhou destaque como um dos grandes sucessos do meu blog. Mas o que chega à mesa vai muito além do sabor: é a tradução de uma vida inteira dedicada a cozinhar. E, mesmo comandando uma cozinha tão afetiva, Sil também gosta de comer fora do Tempero da Sil. Seus três lugares favoritos são Panela Alagoana (@panelaalagoanamaceio), Cordeiro Class (@cordeiroclass) e Caldinho de Capela (@caldinhodecapela).

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Tempero da Sil: Avenida Doutor Miguel Omena 243, Prado/ Telefone: 82 98898-8832


Sil nasceu em Viçosa, em uma família numerosa de 15 irmãos — dos quais apenas 10 sobreviveram. Desde muito cedo, assumiu responsabilidades de adulta: cozinhar e cuidar dos irmãos enquanto a mãe trabalhava no corte da cana-de-açúcar. A infância foi marcada pela escassez, e a farofa d’água, que hoje integra o cardápio do Tempero da Sil, era o alimento que matava a fome da família.


Mãe solteira aos 14 anos, Sil enfrentou uma sequência de dificuldades que ela mesma resume como “comer o pão que o diabo amassou”. Ainda assim, encontrou na cozinha não apenas sustento, mas propósito. Passou uma temporada em Minas Gerais, viveu uma separação e, em 2018, retornou a Maceió com apenas R$ 1.500 no bolso e a coragem de recomeçar. O novo tempo começou nas ruas: vendeu feijão verde e banana, depois quentinhas no Centro de Maceió. Aos poucos, o trabalho ganhou forma, reconhecimento e clientela, até se transformar no Tempero da Sil — hoje ponto obrigatório para quem busca comida honesta, farta e cheia de história.


Panela Alagoana (@panelaalagoanamaceio) é daqueles lugares que cozinham memória. O restaurante valoriza a culinária raiz de Alagoas, onde os frutos do mar são protagonistas da história, preparados com respeito à tradição, sabor de casa e identidade local. Cada prato carrega o tempero do litoral, o saber do fogão e o afeto de quem cozinha para contar quem somos à mesa.  Av. Empresário Carlos da Silva Nogueira, 500 - Jatiúca


Cordeiro Class (@cordeiroclass)- É um restaurante 100% nordestino, onde o sabor da tradição é servido sem atalhos. Especialista na cozinha de raiz, a casa celebra o cordeiro em preparos clássicos e cheios de identidade: buchada, sarapatel, costelinha crocante, guisado e pastel de costela. É comida forte, bem temperada e carregada de memória afetiva — daquelas que respeitam o tempo do fogo e a cultura do Nordeste em cada prato.Tv. Menino Marcelo, 8250 - Serraria


 Caldinho de Capela (@caldinhodecapela)- Na pracinha, por sinal, bem lindinha, da cidade de Capela, uma placa do governo do Estado indica o Caldinho de Capela, patrimônio alagoano sob a batuta do Newton Melo Bastos, uma lenda viva do Município que também abriga o atelier do ceramista João de Alagoas com os artesões da cidade, como a Sil.Mas o que tem de bom no Caldinho do Seu Newton? Amor, dedicação, histórias, e o frescor dos caldinhos nos sabores de feijão, galinha e o misto (galinha e feijão). O petisco é precioso, tanto que o bar é ponto de encontro dos capelenses e dos ilustres turistas que aterrissam por lá só para saboreá-los. Já são mais de quatro décadas de tradição. Rua Francisco Avelino, 446 – Centro de Capela 

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