Flávio Gomes de Barros
Será que valeu a pena para o deputado federal Alfredo Gaspar (PL/AL) trocar a praticaente certa vitória para o Senado, em que liderava todas as pesquisas de opinião, para arriscar se eleger vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL/RJ), páreo difícil?
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Essa é a pergunta que muitos se fazem.
O fato é que, superada a surpresa inicial, acompanhada de críticas de quem defendia um nome com maior densidade política, Alfredo Gaspar começa a contabilizar argumentos em seu favor - e a sua postura como relator da CPMI do INSS é legado principal.
O entendimento do jornalista Val Lima, no portal "O Antagonista", é nessa linha:
"Alfredo Gaspar (PL-AL) compõe a chapa de Flávio Bolsonaro com um trunfo que pode ser especialmente útil na disputa contra Lula: meses de investigação sobre o escândalo do INSS e um relatório que colocou Lulinha no centro da ofensiva da oposição. O parecer do deputado foi derrotado na CPMI, mas as informações reunidas pela comissão continuam produzindo desdobramentos — justamente às vésperas da eleição.
O relatório apresentado por Gaspar pediu o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O documento atribuiu ao empresário suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A CPMI rejeitou o parecer por 19 votos a 12.
A derrota, no entanto, não encerrou o assunto. Nas últimas semanas, novas informações da Polícia Federal reforçaram a linha de investigação que Gaspar explorou durante a comissão...
Agora, o deputado leva esse discurso para a campanha presidencial. Flávio já incorporou o caso do INSS e as investigações sobre Lulinha à sua estratégia de ataque a Lula. O coordenador da campanha, Rogério Marinho, também afirmou que as novas revelações devem fazer parte da disputa eleitoral.
A escolha de Gaspar, portanto, tem uma utilidade que vai além da composição regional da chapa. O deputado chega ao posto de vice com conhecimento direto de uma investigação que a campanha de Flávio pretende transformar em munição contra Lula.”
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