Orla da Ponta Verde vai receber ação de conscientização contra a hanseníase neste domingo

Publicado em 19/01/2019, às 22h02
-

Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realiza, neste domingo (20), das 8h às 13h, ação de panfletagem sobre o combate à hanseníase. O evento, que irá ocorrer na rua fechada da orla da Ponta Verde, em Maceió, é uma das ações da campanha Janeiro Roxo, que trabalha a sensibilização do controle da doença. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN).

LEIA TAMBÉM

Com o tema “Que mancha é essa? Pode ser hanseníase”, técnicos da saúde e integrantes do MORHAN distribuirão panfletos informativos. “Através da panfletagem, esperamos educar a população para a identificação dos sinais da doença. Isto possibilita o diagnóstico precoce e facilita o tratamento. O objetivo é difundir mais informações sobre as formas de combate e prevenção, assim como eliminar o preconceito que ainda envolve parte da sociedade em relação aos portadores da hanseníase”, enfatizou Rafaela Siqueira, assessora técnica da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau.

De acordo com ela, o primeiro sinal clínico da hanseníase é uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, que podem aparecer em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao tato. “O paciente deve procurar uma UBS [Unidade Básica de Saúde], para que a mancha seja avaliada, pois nós temos instrumentos específicos para avaliar esses sinais. O profissional enfermeiro pode fazer essa avaliação e, caso seja confirmado, havendo alteração de sensibilidade, ele encaminha o paciente para um médico que atue na Atenção Básica, na qual será fechado o diagnóstico”, destacou.

A assessora da Sesau ressaltou que, após concluído o diagnóstico de hanseníase, o tratamento é iniciado na UBS, podendo durar de seis meses a dois anos, com acompanhamento mensal. “A doença tem cura, desde que o tratamento seja feito na íntegra e não sofra interrupções”, acrescentou Rafaela Siqueira.

Em 2017, foram registrados em Alagoas 307 novos casos e, no ano passado, a Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau contabilizou 334 novas ocorrências.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Anvisa deve se manifestar nas próximas semanas sobre duas novas rivais do Ozempic Secretaria de Saúde alerta para riscos de desidratação e queimaduras durante o Carnaval Santa Casa suspende atendimentos de obstetrícia para usuários de plano de saúde; veja qual Carnaval: metanol em bebidas liga sinal de alerta nos estados