Assessoria
A arquitetura contemporânea será revisitada sob uma ótica mais humana na palestra “Habitações modernas: projeto, memória e preservação”, da professora doutora Sabrina Fontenele, professora na Escola da Cidade (CE) e curadora no Instituto Tomie Ohtake (SP). A aula magna acontece no próximo dia 13, às 9h, no Auditório da Reitoria da UFAL, dentro semana dedicada à apresentação das pesquisas em desenvolvimento no Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU/FAU/UFAL).
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A palestra gratuita e aberta ao público, propõe um debate que vai além da estética para investigar a habitação como um “estojo de memórias”. O objetivo é provocar profissionais e estudantes a pensar a preservação não como o congelamento de uma forma física, mas como um processo que integra as dinâmicas da vida doméstica como partes indissociáveis do patrimônio.
A atividade conta com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU/AL). O encontro marca o encerramento da Semana de Acolhimento dos Discentes e Ingressantes e do Seminário de Tese e Dissertação do PPGAU, realizados de 9 a 13 de março. Para a professora Caroline Gonçalves, vice-coordenadora do PPGAU, o momento é de integração essencial.
“Daremos as boas-vindas ao ano letivo com esse momento que visa ampliar as discussões entre teoria e prática acerca da memória e preservação da arquitetura moderna. Convidamos estudantes e profissionais para essa Aula Magna, que encerra uma semana dedicada ao desenvolvimento das pesquisas do nosso programa”, afirma Caroline Gonçalves.
O desafio do morar contemporâneo
A coordenadora do PPGAU, Thaisa Francis Sarmento, destaca que a professora Sabrina Fontenele é uma das referências nacionais no assunto e trará metodologias como a história oral para resgatar camadas de vivência que costumam ser apagadas em reformas focadas apenas no visual.
Para o campo profissional, o desafio é aprender a mediar a intenção do projeto original com as transformações acumuladas por décadas de uso, transformando a arquitetura em um testemunho vivo da história social.
O presidente do CAU/AL, Geraldo Faria, comenta que o apoio ao evento reforça o compromisso do Conselho em qualificar o olhar do arquiteto para as demandas reais da sociedade.
“O CAU/AL acompanha e busca aproximar a classe da produção do conhecimento acadêmico e científico. Debater o exercício da profissão sob essa perspectiva humana é qualificar a atuação de arquitetos e urbanistas para projetar espaços que respeitem não apenas o patrimônio, mas a memória e a identidade das pessoas e das cidades”, destaca o presidente.
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