Folhapress
O Palmeiras emitiu uma nota oficial criticando o STJD após denúncia contra o meia Maurício, que pode pegar de uma a seis partidas de suspensão. O clube afirma que a decisão representa uma afronta à instituição e à autoridade da arbitragem brasileira.
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No texto, o Palmeiras ainda cita cotoveladas de Raniele, do Corinthians, e de Pulgar, do Flamengo, também cometidas nesta rodada do Brasileirão, mas que não foram denunciadas pelo STJD.
O clube se sente perseguido pela entidade após decisões controversas neste ano. Abel Ferreira recebeu uma punição inédita de sete jogos de suspensdão em abril. Paulinho foi inocentado inicialmente, mas depois o pleno do STJD aplicou uma partida de suspensão ao atacante pela comemoração contra o Flamengo. Já o atacante Allan levou dois jogos de suspensão pela expulsão contra a Chapecoense.
Veja a nota:
A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com absoluta perplexidade a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o atleta Maurício.
Trata-se de uma iniciativa que afronta não só a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro de campo e a equipe do VAR analisaram a disputa protagonizada entre o meia palmeirense e o zagueiro Cacá, do Vitória, e concluíram que a aplicação do cartão amarelo era suficiente.
Se toda interpretação ténica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?
A denúncia é incompreensível também porque a falta que a motivou sequer gerou opiniões consensuais. Pelo contrário, dividiu especialistas em arbitragem, ex-atletas e jornalistas.
Mais grave, porém, é a ausência de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Brasileirão, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra o jogador do Palmeiras.
Diferentemente do que fez com Maurício, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Maurício será julgado?
Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária, enquanto outros podem ser ignorados.
Se o nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os outros lances passaram incólumes perante o órgão?
Não é a primeira vez que nos vemos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta ao técnico Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho somadas agora à denúncia contra Maurício reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o nosso clube.
O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.
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