Para 66% dos profissionais LGBT+, se assumir pode prejudicar a carreira

Publicado em 07/07/2019, às 22h38
Viva Anápolis -

Revista Exame

Neste domingo, 23, acontece a 23ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.E a manifestação na Avenida Paulista não conta apenas com a presença de cidadãos e turistas celebrando e protestando, mas também com empresas.

LEIA TAMBÉM

Eles não buscam só a visibilidade do público, estimado em 3 milhões durante o domingo. Segundo a consultoria McKinsey, a inclusão dentro de companhias pode representar resultados financeiros até 21% melhores do que em outras empresas.

Além de grandes patrocinadoras, como o Uber, Amstel, Burger King e Avon, companhias como a Microsoft e Salesforce incentivam a ida de funcionários ao evento e dão seu apoio à causa.

No Brasil, a inclusão de diversidade ainda é um tema pouco debatido nas empresas e os profissionais que se identificam como LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo e Asexual) não se sentem confortáveis para se assumir no ambiente de trabalho.

Segundo a pesquisa exclusiva da Love Mondays, 66% dos profissionais LGBT+ acreditam que assumir sua identidade poderá ferir sua carreira. E 62% não tentariam uma vaga em empresa que não apoia a causa LGBT+.

A pesquisa foi feita entre os dias 6 e 11 de junho, com 1.544 respondentes LGBT+. Desses, 126 são transexuais.

De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a cada 48 horas, uma pessoa trans é assassinada no Brasil. Entre os profissionais que se identificaram como trans, 53% acreditam que se assumir poderia prejudicar sua carreira.

No mercado de trabalho, 35% dos profissionais LGBT+ contam que já sofreram algum tipo de discriminação no trabalho. No grupo trans, o número sobe para 40%.

Neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu enquadrar a homofobia e a transfobia como racismo. Os ministros ainda têm três ações relacionadas à comunidade: o uso de banheiro por transexuais, a doação de sangue por homens homossexuais e o bullying homofóbico contra crianças nas escolas.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Processo seletivo oferece 200 vagas para professores de inglês em rede pública de Alagoas Procurando Emprego? Sine Alagoas oferece mais de 2 mil vagas esta semana Jovens de 17 a 24 anos lideram empregos com carteira assinada em Alagoas em 2025 Setor de serviços liderou a criação de empregos em Alagoas em 2025; confira os números