Flávio Gomes de Barros
A esta altura dos acontecimentos são bastante remotas as possibilidades de o senador Renan Calheiros Filho (MDB/AL) ser indicado vice da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição.
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Até que isso foi cogitado pelo próprio Lula, pela confiança que tem no seu ministro dos Transportes e pela estrutura partidária do MDB que poderia lhe proporcionar a legenda – incluindo tempo no horário eleitoral e “fundão” financeiro para a campanha.
Ocorre que, fechadas as contas, constatou-se que uma banda considerável do MDB prefere marchar com a oposição do que se aliar ao candidato governista.
Ademais, Alagoas, reduto de Renan Filho, tem um dos menores eleitorados do Brasil, de pouco peso no cômputo total de votos.
Acrescente-se a isso a reconhecida alta rejeição de Renan Calheiros pai, também do MDB, em nível nacional e especialmente em Alagoas – apesar dos seus quatro mandatos consecutivos de senador e de seu partido contar com 80 dos 102 prefeitos do Estado.
Resta a Renan Filho tentar, na eleição deste ano, ser pela terceira vez governador de Alagoas – uma alternativa não menos honrosa e que lhe possibilita reforçar a campanha de reeleição do próprio pai.
Embora Renanzinho admita em conversas com aliados mais próximos que a situação do Estado, em termos econômicos e financeiros, esteja distante de um patamar que lhe enseje otimismo.
A candidatura a governador é para ele uma missão – com o risco de não ter condições de repetir as suas duas boas gestões anteriores.
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