Paralisação nacional: motoristas por aplicativo fazem manifestação em Maceió

Publicado em 26/03/2024, às 10h43
Reprodução: redes sociais -

TNH1

Dezenas de motoristas por aplicativo se concentraram no estacionamento de Jaraguá na manhã desta terça-feira, 26. A manifestação faz parte de um movimento nacional contra a aprovação do projeto de lei, de autoria do governo federal, que regulamenta a atividade no Brasil. 

LEIA TAMBÉM

Os motoristas são contra o projeto na íntegra e também querem a retirada do pedido de urgência na votação. "Esse projeto trás coisas como contribuição sindical, impostos, cobrança por hora e não por quilômetro rodado. Então queremos retirar esse pedido de urgência na votação, para que o projeto passe pelas Comissões", afirmou ao TNH1 o Alex Félix, Associação Dos Motoristas Por Aplicativo Do Estado De Alagoas - AMPAEAL. 

A Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados irá solicitar ao governo Lula a retirada da urgência constitucional da proposta. 

"Já existe um projeto de lei, e queremos que ele tramite também, precisamos ampliar essa discussão", disse Félix, se referindo ao PL 536,  construído pela Frente Parlamentar dos Motoristas de Aplicativo.

Do estacionamento em Jaraguá, o motoristas se deslocam até à Assembleia Legislativa, no Centro da capital. A expectativa é que sejam recebidos pelo deputado Cabo Bebeto, do PL. 

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/24, de autoria do governo Lula, regulamenta o ofício dos motoristas que atuam especificamente no transporte de passageiro, tramita no Congresso em regime de urgência. 

O QUE DIZ O PL DO GOVERNO FEDERAL

O PLP 12/2024 regulamenta o trabalho de motoristas de aplicativos que trabalham com carros, e não motos e demais veículos de duas rodas. Com a proposta, o governo inaugurou uma nova categoria, conhecida como “trabalhador autônomo por plataforma”.

Como fica a remuneração dos motoristas?

Segundo a proposta, os profissionais não contam com vínculo empregatício com as empresas e também não têm acordos de exclusividade. Todavia, algumas salvaguardas devem ser garantidas no trabalho, como a remuneração mínima fixada no salário mínimo (R$ 1.412, atualmente).

Os motoristas ainda vão receber R$ 32,90 por hora, sendo que esse valor é repartido em R$ 8,03 pelo serviço prestado e R$ 24,07 para cobrir os custos da operação (gasolina, celular, entre outros).

Apesar da ausência de vínculo empregatício, o trabalho será realizado nas bases da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), com uma jornada de 8 horas e limite de 12 horas por dia. Esses termos, porém, não impedem as empresas de oferecer outros benefícios por conta própria.

Os motoristas vão contribuir com a previdência social?

Sim. Haverá contribuição do INSS sobre a remuneração, sendo que a arrecadação será de 7,5% por parte do motorista. Esse percentual, portanto, será recolhido a partir da renda bruta que do profissional e repassado à previdência pela empresa.

Os responsáveis pelos aplicativos também vão contribuir para o INSS em cima do rendimento do motorista, dessa vez com um percentual maior, de 20%. 

Haverá limite de trabalho?

Sim. O governo federal propôs um limite diário de 12 horas de conexão à plataforma por dia. Essa medida, de acordo com o projeto de lei complementar, tem como objetivo garantir a segurança e saúde do trabalhador.

Os profissionais também contam com a garantia dos direitos previdenciários, considerados na proposta como “essenciais” para assegurar a proteção social e o bem-estar dos trabalhadores ao longo de suas vidas.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Novo contato para acionar a Defesa Civil de Maceió é disponibilizado pelo órgão Prefeitura de Maceió divulga onde serão transmitidos os jogos do Brasil na Copa Motociclista por aplicativo relata assédio durante corrida em Maceió Motoristas ficam feridos em acidente na AL-105, em Porto Calvo