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Pedro Espíndola, participante do BBB 26, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro pelo crime de importunação sexual.
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O que aconteceu
Após ser concluído, inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar se oferecerá uma denúncia à Justiça. "A investigação, conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, teve como base a análise técnica e pericial de todo o material do programa", diz a nota oficial divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O investigado não foi localizado para ser ouvido durante a apuração, segundo a polícia. "Ainda assim, os trabalhos prosseguiram e a equipe analisou integralmente as imagens pertinentes ao caso exibidas no reality, que foram submetidas a exames técnicos. As provas reunidas e o laudo permitiram comprovar a materialidade do crime e atribuir a responsabilidade ao indiciado."
O ex-participante está internado em uma clínica psiquiátrica no Paraná desde o dia 21 de janeiro. Todo o procedimento ocorreu dentro da normalidade, destacou a assessoria da clínica San Julian — instituição reconhecida pela qualidade em tratamentos de dependentes químicos e pessoas com transtornos mentais — em contato com a reportagem.
Pedro deixou o BBB 26 em 18 de janeiro após tentar beijar a participante Jordana sem consentimento. "A Polícia Civil destaca que a investigação seguiu rigorosamente os trâmites legais e foi pautada exclusivamente por critérios técnicos, garantindo a responsabilização penal do autor, independentemente de sua exposição pública."
Equipe jurídica de Pedro Espíndola recebeu notícia do indiciamento com espanto. "Causa estranheza você indiciar uma pessoa em um inquérito sem ouvir a vítima, que está confinada, e sem ouvir o acusado, que segue internado. O inquérito foi realizado com base na análise de imagens que não respeitam a cadeia de custódia da prova. Não sei como elas foram coletadas", informou o escritório da advogada Niva Castro, responsável pela defesa do ex-BBB.
A defesa vê este indiciamento 'nascendo praticamente morto'. E, caso o Ministério Público opte por denunciar, também é uma denúncia que nasce morta. Estamos incrédulos. Havendo um avanço nessa situação, apresentaremos a defesa técnica nos autos e temos a certeza de que o caso não vai prosperar", diz o posicionamento da defesa
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