Passagens aéreas disparam 123% e lideram inflação em 12 meses

Publicado em 24/06/2022, às 13h19
Tânia Rêgo / Agência Brasil -

LEONARDO VIECELI / FOLHAPRESS

Os preços das passagens aéreas estão nas alturas. No acumulado de 12 meses até junho, os bilhetes acumularam inflação prévia de 123,26% no Brasil. É a alta mais intensa entre 367 subitens que compõem o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15).

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Até junho, o IPCA-15 acumulou avanço de 12,04% em termos gerais, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A disparada das passagens aéreas vem em um contexto de maior demanda por viagens, após as restrições causadas pela pandemia, e aumento do combustível usado na aviação, o que pressiona os custos das companhias aéreas.

No recorte mensal, os bilhetes subiram 11,36% em junho, após variação ainda mais intensa em maio (18,40%), conforme o IPCA-15. Em 12 meses até junho, a segunda maior escalada dos preços é a da abobrinha: 101%. O avanço era de 81,10% até maio.

Na largada deste ano, frutas, legumes e hortaliças subiram no Brasil com o impacto do clima adverso. Os registros de seca no Sul e de chuvas fortes em regiões como o Sudeste e o Nordeste abalaram as plantações, com impacto sobre a oferta e os preços finais.

Alguns alimentos atingidos começam a dar sinais de desaceleração, mas continuam com altas expressivas. É o caso da cenoura. No acumulado, o avanço passou de 146,31% até maio para 99,55% até junho.
Apesar da trégua, a cenoura é o subitem com a terceira maior alta de preços nos últimos 12 meses.

O pepino está no quarto lugar do ranking. A alta foi de 84,03% no acumulado até junho. A subida era de 45,79% até maio. A batata-inglesa vem na sequência, com elevação de 65,93% até junho. A variação era de 64,74% até o mês anterior.

A seguir, veja os 15 subitens que acumularam as maiores variações em 12 meses, segundo o IPCA-15.

IPCA-15 E IPCA - O índice oficial de inflação no Brasil é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE. Como a variação do IPCA é calculada ao longo do mês de referência, o dado de junho ainda não está fechado. Será conhecido no dia 8 de julho.

O IPCA-15, pelo fato de ser divulgado antes, sinaliza uma tendência para os preços. O indicador prévio costuma ser calculado entre a segunda metade do mês anterior e a primeira do mês de referência da divulgação.

Neste caso, os preços foram coletados entre 14 de maio e 13 de junho. Isso significa que o novo resultado ainda não capta os reflexos do reajuste da gasolina e do óleo diesel anunciado pela Petrobras em 17 de junho.

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